Imagine o seu próximo voo, sentado dentro de um avião - sem janelas, mas com a sensação deslumbrante de voar sem paredes! A empresa britânica CPI (Centre for Process Innovation) lançou esta semana uma campanha para apresentar ao mercado uma nova tecnologia de fuselagem dos aviões comerciais, que irá permitir não só fabricar aviões mais leves e mais eficazes em termos de emissões de CO2, como também "forrar" as paredes interiores dos aviões com "janelas virtuais": écrans gigantes de alta definição, sem divisões ou molduras, criando a sensação de paredes transparentes a quem viaje no seu interior.

Toda a superfície - ou secções - do interior da fuselagem, será coberta por écrans finos, leves e flexíveis de alta definição - directamente ou em painéis modulares.

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A abordagem 'multi-écran' permitirá não só utilizar os mesmos painéis como emissores de luz, como também um melhor sistema de recuperação em caso de avaria. Outra vantagem, segundo explicam no seu site, é a de aumentar a sensação de 'olhar por uma janela' e não apenas uma imagem projectada.

A utilização de câmaras rastreadoras ao longo da fuselagem permitirá uma projecção contínua do ponto de vista de cada passageiro da vista externa do aparelho, evitando as asas e os motores, permitindo ainda ajuste na iluminação e na aparente luz do sol, simulando aurora ou ocaso, o que facilitaria o ajustar do 'relógio biológico' dos passageiros aos diferentes fusos horários, nos voos longos.

Ainda segundo a CPI, os custos de fabrico e produção seriam idênticos aos dos actuais écrans e poderão estar prontos para fornecer o mercado dentro de cinco anos, utilizando uma rede de testes, produção e fornecimento já existente no Reino Unido (High Value Manufacturing Catapult) para fornecimento das indústrias de alto valor como a da aeronáutica, e que permite lançar rapidamente no mercado novos produtos resultantes de tecnologias emergentes.

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"Ao criar uma corrente eficiente de fornecimento do fabrico e produção de tecnologia de fuselagens sem janelas, as soluções desenvolvidas poderão ser rapidamente comercializadas", acrescentam.

- fonte: CPI - Centre for Process Innovation #Ambiente