O Facebook comprou o Whatsapp - na que será provavelmente a mais importante notícia do sector tecnológico do ano de 2014. Não é uma total novidade, uma vez que o acordo já havia sido firmado em Fevereiro, mas está agora concluído o processo negocial. O valor do negócio é de 17,4 mil milhões de euros, um valor acima daquilo que se havia especulado em Fevereiro e que equivale a de 17,4 vezes o valor que o Real Madrid ofereceu ao Manchester United pela compra de Cristiano Ronaldo. Jan Koum, o fundador do Whatsapp, vai receber um salário simbólico de 1 dólar por ano - à imagem do que acontecia com Steve Jobs, da Apple - e, mais importante que isso, vai ter assento no conselho de administração do Facebook.

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Brian Acton, o outro co-fundador, vai manter-se no projecto Whatsapp - e ambos têm, naturalmente, incentivos em acções para permanecerem no grupo empresarial.

É sem dúvida uma vitória para Mark Zuckerberg, o jovem guru da tecnologia que viu o potencial desta aplicação nativa da era móvel - em que predominam cada vez mais os smartphones e tablets - e que alcançou dimensões de utilização inacreditáveis por todo o mundo. Zuckerberg conta agora com o potencial do Whatsapp para fazer crescer o próprio Facebook, enquanto elimina um potencial rival. #Entretenimento #Negócios

Ao contrário do próprio Mark Zuckerberg, que recusou uma oferta de compra da Google - muito antes de alcançar o explosivo sucesso mundial - para perseguir a sua própria visão, Koum e Acton seguem agora o caminho de se integrar noutro projecto maior que o deles. Seria interessante saber até onde poderia caminhar o Whatsapp de forma independente. Talvez os próprios fundadores não tivessem a visão do caminho a seguir, ou pressentissem que não poderia ultrapassar as tecnológicas existentes. Em todo o caso, o Whatsapp foi o instrumento tecnológico que cresceu mais rapidamente em toda a história (exceptuando jogos online e similares). Afinal, fundado em 2009, a plataforma de envio de messagens para smarthones e tablets atingiu os 600 milhões de utilizadores em Setembro de 2014, ultrapassando largamente o próprio Facebook, que já havia alcançado um número recorde de utilizadores relativamente a própria internet, à televisão, ao telefone, etc.