O estudo foi realizado pelo Eurostat e mostra que, mais uma vez, a curiosidade do ser humano não tem limites, mesmo quando o tema central é a sua saúde. Aliás, nesse campo não há mesmo limites. Em cada dez europeus, seis utilizam a Internet como uma ferramenta para procurar mais esclarecimentos na área da saúde, sabendo de antemão que, como resultado desta pesquisa, poderão chegar boas e más notícias. Perante um diagnóstico complexo ou simplesmente quando se depara com algum sintoma, o botão de alerta é ligado automaticamente e o ser humano “entra em rede” na procura de mais informações.

Com que frequência isto acontece? Pelo menos uma vez por mês um cidadão europeu, preocupado com a sua saúde, pede esclarecimentos ao Doutor #Google. Dentro deste cenário, há ainda um em cada dez que uma vez por semana “vai ao médico” na Internet.

Desengane-se quem julga que esta procura por mais informações apenas ocorre em caso de doença. Os conceitos de estilo de vida saudáveis estão cada vez mais enraizados e já não basta dizer que uma alimentação sadia e a prática regular de exercício físico andam lado a lado com uma melhor qualidade de vida. Os resultados estão à vista e este número de internautas procura ainda informar-se sobre estilos de vida saudáveis. Falando novamente em números, oito em cada dez descrevem esta ferramenta como simples e de fácil acesso a este tipo de informação.

A aldeia global, como é conhecida, tem, no entanto, as suas armadilhas. Por isso, nem toda a informação é de qualidade e não pode, de todo, ser considerada como fidedigna. Os participantes deste estudo têm essa consciência, sabendo que é premente uma consulta a um médico “fora da rede”.

Viajando pela Europa, são os cidadãos de países nórdicos, nomeadamente Suécia, Noruega e Dinamarca, que mais recorrem à Internet neste âmbito. No outro prato da balança estão as regiões da Roménia e Malta. São os que menos utilizam esta ferramenta na procura de esclarecimentos no domínio da saúde. O estudo foi realizado durante o mês de Setembro e entrevistou mais de 26 mil europeus.