A ESA (European Space Agency ou Agência Espacial Europeia, em Português) e a Airbus assinaram um acordo contratual para a construção de um módulo de apoio, a ser utilizado pela NASA nos voos da Orion, depois do voo teste de Dezembro. Representantes oficiais da ESA e da construtora assinaram, em Berlim, um contrato avaliado em 390 milhões de Euros, num acto testemunhado por representantes da NASA e da indústria espacial norte-americana. O "módulo de serviço", que irá fornecer propulsão bem como reservas de ar e água em viagens tripuladas, tem o seu primeiro voo ainda não tripulado, programado para finais de 2017. Mas a esperança é que esta relação continue para lá de 2020, tornando-se no procedimento standard para cada missão da Orion.

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Os americanos não pagam nada, pois existe um acordo de permuta de serviços pela utilização que a ESA irá fazer da Estação Espacial Internacional, entre 2018 e 2020. O design do novo módulo será na sua maior parte baseado no já existente ATV (Automated Transfer Vehicle), um "camião de carga" que a ESA tem utilizado para abastecer a Estação Espacial. "Se não tivéssemos o ATV, a Europa não seria convidada pelos americanos para construir o módulo de serviço", explicou Bart Reijnen, responsável pelos sistemas orbitais e exploração espacial da Airbus Defence and Space. "Se não tivéssemos construído o ATV, estaríamos a um nível de prontidão tecnológica muito mais baixo, o que implicaria custos adicionais e calendarizações mais longas," acrescentou.

A unidade de propulsão será construída principalmente em Bremen, com componentes que serão trazidos de toda Europa.

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O módulo de serviço é um elemento chave do veículo Orion. "De facto, falamos do módulo de serviço e do módulo da tripulação como componentes do veículo Orion," disse Kirk Shireman, Diretor-Adjunto do Johnson Space Center da NASA, em Houston. Apesar do voo inaugural de 2017 não ser tripulado, a missão seguinte levará astronautas, provavelmente numa viagem à volta da Lua. "Claro que é o meu desejo ter um astronauta Europeu - homem ou mulher - a bordo da Orion, em algum momento da próxima década," declarou Thomas Reiter, director do voo espacial humano da ESA. "Penso que não seja descabido acreditar que com este caminho agora aberto, teremos oportunidades de voo," acrescentou. #Inovação