A central solar de Topaz, na Califórnia, já entrou em funcionamento, sendo actualmente a maior central solar do mundo, com capacidade de 550 megawatts. Por comparação, refira-se que a central solar de Amareleja (Alentejo), tem uma capacidade de 46 megawatts. O projecto, de iniciativa da empresa First Solar, iniciou em 2011 e previa-se que estivesse pronto no início de 2015 - tendo assim conseguido antecipar-se. O local situa-se simultaneamente numa das regiões - a Califórnia - com mais sol dos Estados Unidos, sendo também um dos estados mais populosos.


A central de Topaz ocupa cerca de 26 quilómetros quadrados e já foi vendida à empresa MidAmerican Renewables LLC, do famoso investidor e milionário americano Warren Buffett. A sustentabilidade económica do projecto está assegurada com um contrato "power-purchase agreement" com a Pacific Gas & Electric Company durante 25 anos. À semelhança do que acontece em Portugal, o distribuidor de electricidade estabelece um compromisso de longo prazo com o produtor. E apesar de ser, no momento actual, a maior central do mundo, estão em construção as centrais Desert Sunlight (pela mesma First Solar), com a mesma capacidade, e também a Solar Star, central que atingirá os 579 megawatts quando estiver concluída.


Estes projectos demonstram a vontade e a 'energia' dos Estados Unidos da América (entre autoridades governamentais e iniciativa privada) no sentido de explorar e aproveitar a energia solar. De acordo com a Wikipédia, entre as 20 maiores centrais solares do mundo, 14 situam-se nos Estados Unidos. O segundo país com mais centrais nesta lista é a China, com 3 - sendo sua a terceira maior central, de Longuiangxia. Um resultado um tanto surpreendente, uma vez que os Estados Unidos são geralmente acusados de ser a nação mais poluidora da Terra, e precisamente a China também o é de estar a caminhar nesse sentido. A Índia conta com 1 central nas 20 maiores, enquanto a Alemanha inclui duas; se é um esforço diminuto por parte da maior potêcia económica da União Europeia, o continente habitualmente conotado com a protecção do #Ambiente, não deixa de ser meritório que os alemães invistam na energia solar - eles que têm menos hora de sol mais fraco e, pensa-se, menos luminoso.