A qualquer um já aconteceu tirar fotografias em momentos menos bons. Pior, todos temos algures registos de noites menos sóbrias. Mas essas estão escondidas - se não tiverem sido imediatamente apagadas - e não servem nenhum propósito senão relembrar que da próxima vez seria melhor não exagerar tanto na bebida. O problema é que para as novas gerações o Facebook e outras redes sociais são parte do dia-a-dia. E, por vezes, também parte da noite.

A selfie é agora um hábito tão generalizado que facilmente alguém se distrai e publica uma fotografia menos digna. E, no dia seguinte, já meio mundo viu e tomou conhecimento do estado de embriaguez em que se encontravam.

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Mas o Facebook preocupa-se com os seus utilizadores. E, assim sendo, está a trabalhar numa solução. Um professor da Universidade de Nova Iorque, Yann LeCun, encontra-se por detrás do conceito. O também responsável pelo laboratório de investigação na área da inteligência artificial do Facebook quer criar uma espécie de assistente digital.

Assim, quando tentar alterar a sua fotografia de perfil, o assistente pergunta-lhe se tem a certeza daquilo que está a fazer. Mais, se tudo correr bem, conseguirá - com base numa tecnologia de reconhecimento facial - perceber se o utilizador está ou não ébrio. Através de um sistema de aprendizagem profunda e de uma rápida análise das fotografias anteriores o utilizador passa a estar seguro... De si mesmo. Nenhuma selfie embaraçosa na manhã seguinte.

Mas, mais uma vez, este tipo de tecnologia levanta questões.

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Para começar, o problema óbvio da privacidade. Muitas pessoas têm algumas fotografias apenas visíveis para certos amigos... E este sistema poderia aceder a material que, de outra forma, seria privado. A esta problemática, LeCun responde que o assistente digital estaria a aceder a esses documentos com o único propósito de beneficiar o utilizador. Porém, levantam-se também outras questões, talvez mais complexas. Há anos que são retratados em filmes computadores e robôs que, graças à evolução tecnológica, são inteligentes e autónomos. E nesses cenários, o desfecho nunca é positivo. Stephen Hawking, o famoso físico, disse recentemente que é preciso cuidado para que as máquinas não nos ultrapassem e para que nós - que não temos a mesma rapidez em termos de evolução - nos tornemos obsoletos. Assim, fica a dúvida: quando é que se deve parar? #Curiosidades