O futuro da mobilidade integrará maior segurança, conforto e consciência ecológica. A condução assistida, parcial ou completamente automatizada, é uma condição para a próxima forma de mobilidade nos automóveis do futuro. No limiar da próxima década, os veículos serão robots com software de assistência de bordo que levarão o condutor ao seu destino sem a intervenção deste. Ligação à internet, ligação em redes sociais de carros, sistemas de sensores e radares anti-colisão mudarão, brevemente, o paradigma de mobilidade automóvel neste século. São já vários os fabricantes da indústria automóvel que estão a testar os primeiros protótipos de condução automatizada.

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De importância capital para o desenvolvimento de novos protótipos, a Universidade do Michigan (EUA), está a construir uma cidade artificial de 12 950 km2 para testar carros autónomos em segurança, sem colocar em perigo os peões. Chama-se Mobility Transformation Facility e está destinada a testar veículos ligados em rede sem fios e sem condutor. A conclusão deste empreendimento está prevista para a primavera de 2015.

Testes da indústria

A Nissan encontra-se a testar a sua tecnologia para detetar as condições de estrada e operar automaticamente os principais controlos do automóvel. Com este objetivo, o Nissan Leaf foi utilizado num teste de estrada público, tendo sido o primeiro veículo com capacidades de condução automatizada a receber uma matrícula no Japão, em finais de 2013.

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O veículo funcionou de modo totalmente autónomo em autoestrada. Conforme explica António Joaquim, diretor de comunicação da Nissan Ibérica, "os veículos podem operar no modo totalmente automatizado em autoestrada, juntar-se ao tráfego, mudar de faixa, manter uma distância segura em relação a outros veículos e abandonar a via na saída selecionada pelo sistema de navegação". O objectivo da Nissan é disponibilizar, até 2020, veículos totalmente viáveis com esta tecnologia.

Já a BMW protagoniza uma parceria com a Continental, com vista a lançar a condução altamente automatizada no mercado europeu. No decurso desta colaboração, irão ser desenvolvidos diversos protótipos capazes de gerir uma condução altamente automatizada a partir de 2020. Segundo João Trincheiras, Corporate Communications Manager da BMW Portugal, "para facilitar os testes, foi escolhida uma arquitetura de software flexível, com módulos para deteção de objetos, espaço livre, posicionamento, localização, planeamento de trajectória e de controlo".

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Por seu lado, a Toyota firmou uma parceria com a Google para o desenvolvimento da georreferenciação nesta tecnologia de mobilidade. Embora adepta da condução automatizada, a Toyota defende ainda uma condução assistida, cuja primazia incide sempre no condutor. A tecnologia de condução parcialmente automatizada do fabricante tem como objectivo comportar-se como um copiloto virtual em alerta, mas o condutor terá sempre o controlo em qualquer momento. Para António Costa, relações públicas da Toyota Caetano Portugal, "a utilização de veículos híbridos, como o Lexus, tem como principal vantagem a integração com os principais sistemas de condução assistida". #Inovação