Os veículos aéreos não tripulados, ou popularmente conhecidos por muitos de nós como "drones", são hoje vistos como aparelhos tecnológicos ao alcance de qualquer um. A sua história começa por volta do ano de 1800, quando os austríacos lançavam bombas contra Veneza através de balões sem qualquer tripulação. No entanto os drones começaram a inovar-se e a associar mais tecnologia a partir de 1900, em ambientes com propósitos exclusivamente militares.

Mas nos últimos anos têm sido cada vez mais utilizados com finalidades não-bélicas, e em 2014 assistimos a uma proliferação destes aparelhos por quase todos os sectores. É expectável que este crescimento se mantenha e inclusive aumente, dado os preços começarem a tornar-se cada vez mais competitivos e acessíveis ao público em geral. Por ano têm sido gastos cerca de 6,5 biliões de dólares no desenvolvimento de tecnologia drone, e há estudos que apontam para um mercado comercial de drones na ordem dos 1,7 biliões de dólares em 2025. A par destes números, surgem os números de emprego. Apenas nos Estados Unidos da América, está previsto serem criados 70.000 novos postos de trabalho relacionados com drones, que poderão chegar aos 100.000 em 2025.

São, cada vez mais, extremamente úteis e já existem em diversas áreas como por exemplo: a vigilância e controlo de fronteiras, de multidões em protesto, de locais de acidente, de ocupação ilegal de terrenos, ajuda em missões de reconhecimento ou de busca e salvamento, na deteção de incêndios, na deteção de caça ilegal, na entrega de medicamentos ou outras encomendas, na inspeção de gasodutos/oleodutos, na aplicação de fitofármacos em quintas e colheitas, no jornalismo para a obtenção de notícias, ou talvez a mais comum e utilizada, até ao momento em Portugal, a capacidade de filmar e ter toda uma nova perspectiva.

Importa nesta altura referir que há duas formas de esta tecnologia funcionar: uma é de forma autónoma, outra é através de um controlo remoto. A tecnologia implementada nos drones varia conforme a finalidade do aparelho e, como é óbvio, conforme o preço também. Atualmente são conhecidos sensores de raios gama, eletromagnéticos como os infravermelhos ou os radares, biológicos, químicos, entre outros que ajudam no reconhecimento e distinção na hora de avaliar ou tomar uma decisão sobre determinada área ou assunto. #Inovação

O custo de um drone depende de muitas variáveis e características que possam possuir, como a autonomia da bateria, a qualidade da câmara, os acessórios, a velocidade de voo, os sensores que possui, etc. Normalmente para um uso normal de um cidadão comum, os preços variam entre os 500 e os 3000 dólares. São normalmente leves e fáceis de transportar, e podem ainda caber numa mala de viagem. É também possível utilizar software de código aberto para configurar a telemetria em tempo real e para criar ficheiros de percursos de voo em 3D que podem ser vistos no Google Earth, expandindo as opções de pesquisa.
Seja qual for o propósito, o objetivo de existirem drones é comum: evitar o risco de se perder uma vida humana numa operação de risco ou simplesmente cumprir uma tarefa que de outra forma seria difícil de alcançar.