Não há dúvidas de que a tecnologia está de boa saúde e que os avanços tecnológicos são um espelho das preocupações, dúvidas e interesses da humanidade. Se por um lado podemos considerar que as últimas invenções foram lançadas para colmatar necessidades emocionais, o que poderá significar que estamos carentes tendo em conta o recente lançamento da aplicação Cuddlr, através da qual podemos trocar mimos com outros utilizadores, por outro lado podemos também perceber que outras inovações têm como objectivo melhorar a nossa saúde. Não é por acaso que a #Google anunciou há pouco tempo que se vai juntar à luta contra o cancro. O gigante da tecnologia quer usar nano-partículas para diagnosticar doenças oncológicas e até problemas de coração através da ingestão de uma cápsula que transmita informação do corpo para o computador.

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É claro que neste caso e noutros casos o interesse das empresas possa ser o de garantir que haverá utilizadores saudáveis para adquirir os seus produtos e serviços, mas sejam quais forem as motivações, o seu interesse gera ferramentas úteis. Por exemplo, foi recentemente lançada a Liftware Spoon, uma colher que anula até 76% dos tremores provocados por doenças como o Parkinson. O utensílio foi criado pela Lift Labs, empresa da Google, e a motivação para o lançamento poderá ter sido pessoal: a mãe do co-fundador, Sergey Brin, sofre da doença. Este é mais um caso em que um possível interesse pessoal tem impacto na vida de milhares de outras pessoas, neste caso 10 milhões de outros sofredores de Parkinson.

Desde que a Internet passou de comodidade a quase necessidade (uma recente sondagem da União Internacional de Telecomunicações descobriu que 83% dos inquiridos consideram que a Internet é um direito universal e cerca de 40% dos habitantes deste planeta estão online), o lançamento de outras ferramentas inovadoras tem sido diário.

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Por exemplo, quando o surto de ébola gerou pânico, um grupo de portugueses lançou a Ebola App, uma aplicação que fornece informações sobre o vírus, incluindo o número actualizado (a cada hora) de infectados, notícias e também contactos aos quais recorrer. Há pouco tempo também foi lançada a aplicação gratuita Figure 1, designada para profissionais de saúde partilharem fotografias de casos clínicos. Semelhante ao Instagram, esta aplicação permite comentários que poderão auxiliar o diagnóstico ou o tratamento das doenças mostradas.

Fora da Internet, a tecnologia continua a ser ponto de partida para soluções na área da saúde. Mas a do planeta. A Liquid Light descobriu uma forma inovadora de converter dióxido de carbono, um dos gases com efeito de estufa que mais têm contribuído para o aquecimento global, noutros compostos químicos. A startup dos Estados Unidos está no caminho para resolver uma questão que nos afecta a todos e que terá sido criada pela própria humanidade, na sua busca pelo conhecimento e pelos avanços que testemunhamos hoje em dia, através desses mesmos avanços.

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A empresa está agora em vias de reciclar um dos produtos da nossa poluição de forma mais ecológica e favorável ao planeta.

Se há pouco tempo fomos alertados por notícias de que podemos estar a mudar a nossa postura devido ao excessivo uso dos telemóveis, que nos causa pressões na coluna quando abusamos do nosso gadget em determinadas posições, os nossos avanços tecnológicos indicam que caso nos tornemos corcundas, será por uma boa causa. Afinal, esta e outras ferramentas têm contribuído para melhorar a nossa saúde noutros aspectos. #Inovação