A quantidade de cidades que aderiram ao serviço da Uber tem aumentado exponencialmente, contudo, nos últimos tempos, os entraves legais com que a empresa se tem deparado têm aumentado proporcionalmente. A Uber é uma das startups mais conhecidas e mais rentáveis, sendo que o seu valor de mercado está estimado em cerca de 40 mil milhões de dólares. Esta empresa originária de São Francisco (Califórnia) tem sido alvo de grande polémica devido à concorrência desleal para com os taxistas tradicionais.

Há dias a Uber voltou a merecer destaque, mas pelos piores motivos. Na cidade de Sydney, devido a um incidente num determinado ponto da cidade, os motoristas cobraram tarifas superiores às praticadas normalmente, o que despoletou vários protestos.

Publicidade
Publicidade

Como justificação, a empresa indicou que a subida de preços foi uma forma de compensar os motoristas por se deslocarem a um local onde corriam algum perigo. Nesse mesmo dia, mas numa outra cidade, desta vez em Paris, os taxistas convocaram manifestações em pontos-chave da cidade, como foi o caso dos aeroportos de Orly, Roissy e Paris. Para além disso, o tribunal francês já tinha tornado público que esta empresa atua com algumas ilegalidades. Em França, com a promulgação de uma lei que "enquadra a atividade dos veículos de turismo com motoristas e táxis", o Governo limitou a atuação da Uber, ao estabelecer que apenas os motoristas profissionais poderiam exercer a sua atividade. A limitação da atuação da Uber em França acontece após os tribunais de países como a Espanha e a Holanda a terem suspendido.

A empresa começou a atuar em Portugal em Agosto de 2014 tendo, meses depois, lançado uma versão low-cost.

Publicidade

Contudo, a nível nacional, as contestações têm sido mais contidas. No entanto, o anúncio de que a TAP irá estabelecer uma parceria com a Uber trará efeitos muito nefastos para os taxistas, que se sentem atacados e sem meios para concorrer com este gigante. Um pouco por toda a Europa têm surgido críticas à nova aplicação que é, muitas vezes, acusada de não cumprir as leis fiscais e de segurança social do país onde atua.