Há meses que a CNN tenta introduzir drones nas suas equipas de investigação e reportagem e finalmente vai poder fazê-lo. A estação televisiva estabeleceu um protocolo de colaboração com a Administração da Aviação Federal (FAA, pelas iniciais em inglês) para "desenvolver esforços para integrar veículos aéreos não tripulados na captação de imagens e reportagens". Parte do plano envolve a criação de uma estrutura na qual alguns drones poderão ser usados de forma segura para recolher imagens de alta qualidade. Em breve, poderemos ter drones como repórteres de imagem.

"Esperamos que este acordo com a CNN e o trabalho que temos vindo a desenvolver com outras organizações e associações noticiosas possam ajudar a integrar, de maneira segura, tecnologias de recolha de informação não tripuladas e procedimentos operacionais no espaço aéreo norte-americano", afirmou o administrador da FAA, Michael Huerta.

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"O nosso objectivo é perceber quais são as opções disponíveis e funcionais para produzir jornalismo com imagens de alta qualidade, utilizando vários tipos de drones e câmaras", disse, por seu turno, David Vigilante, vice-presidente da CNN. "Esperamos que esses esforços possam contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema vibrante, no qual operadores de vários tipos e tamanhos possam operar em segurança no espaço aéreo dos Estados Unidos", acrescentou.

Especialistas acreditam que, dentro de cinco anos, estações como a Fox ou a CNN estarão a utilizar drones como repórteres de imagem em situações como manifestações ou desastres naturais.

A FAA tem (ainda) regras muito restritas em relação ao uso destas aeronaves não tripuladas, com receio que elas possam entrar em contacto com aviões.

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Há também a possibilidade de poderem causar danos ou lesões ao caírem do céu, em caso de avaria. Por outro lado, ainda, coloca-se a questão da privacidade das pessoas. Actualmente, ainda não existem licenças para pilotos de drones e vários destes aparelhos já estiveram perto de aviões. Em Outubro, 41 pilotos disseram ter visto drones durante voos. Por isso, a FAA escolheu uma mão-cheia de lugares pouco habitados como locais de teste para drones destinados a uso comercial. Actualmente, a FAA só permite o uso de aeronaves ligeiras, e a baixa altitude, mas é expectável que as regras se tornem mais flexíveis ao longo do ano, à medida que a tecnologia se torna mais comum. A Amazon e a Google são algumas das empresas que já estão a testar este tipo de aparelhos.