No dia em que mais uma edição do semanário francês Charlie Hebdo chega às bancas, apresentando a caricatura de Maomé a segurar um cartaz que diz "Je suis Charlie", acompanhado por uma frase "Tudo é perdoado", está disponível uma nova aplicação, também com o nome "Je Suis Charlie".

Com o objetivo de auxiliar a espalhar a palavra de apoio à liberdade de expressão e por forma a ter uma maior presença no mundo virtual, uma startup francesa, com a contribuição do jornal Nice-Matin, lançou esta semana uma aplicação. Mais uma iniciativa que surge depois do atentado à redação do semanário, no passado dia 7 de janeiro, em Paris, que ceifou a vida a 12 pessoas, entre as quais o diretor do jornal Charlie Hebdo.

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Disponível para iOS e #Android, esta aplicação pode ser adquirida de forma gratuita.

A grande novidade por detrás desta aplicação passa pelo tempo que demorou a ser aprovada. Segundo a CBS News, depois do email enviado por dois informáticos com a apresentação da aplicação, foi precisa apenas uma hora para que o presidente da #Apple, Tim Cook, enviasse um email com a aprovação da mesma: "Boa ideia, pessoal. Estamos convosco!". Há que ter em conta que normalmente são necessários seis dias e algumas horas na Play Store para que uma aplicação seja aprovada. Tim Cook solicitou apenas o patrocínio de um órgão de comunicação de forma a oferecer credibilidade ao aplicativo.

Depois de nos últimos dias se ter assistido a uma gigante onda de solidariedade prestada em todo o mundo, bem como todas as discussões geradas em torno da liberdade de expressão, a aplicação apresenta-se sob a forma de um mapa digital, que permite ao utilizador assinalar a sua localização, com um desenho que tem sido muito divulgado ultimamente, uma mão que segura num lápis sobre um fundo negro.

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Depois de clicar, o utilizador começa a fazer parte do mapa e pode ver todos aqueles que já efetuaram o registo e "apoiam a liberdade de expressão". Até ao momento, a aplicação já conta com mais de 115 mil utilizadores.