Considerada uma das marcas mais conhecidas e inovadoras da sua área, a sul-coreana #Samsung está neste momento a enfrentar uma das suas piores crises dos últimos anos, com os lucros a descerem mais de 35% no último trimestre, em comparação com o período equivalente do ano anterior. A culpa está na atual saturação do mercado, sobretudo na Ásia, em que o grande número de competidores obrigou ao que os especialistas chamam de "corrida para o fundo", em que as empresas procuram desenvolver produtos equivalentes cada vez mais baratos. O maior nome nesta competição é a chinesa Xiaomi. Detentora de uma poderosa base de seguidores, esta empresa tem conseguido produzir produtos que competem diretamente com os Smartphones, mas a um preço mais acessível.

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Com a situação a tornar-se crítica, os especialistas começam a considerar que a Samsung, que se orgulha da sua capacidade de inovação, deveria procurar maneira de estar à altura dessa fama e trazer algo de novo para o mercado, que a faça destacar-se uma vez mais. Não obstante a aparente estagnação da linha de produtos móveis, que na sua maioria se baseiam em conceito pré-existentes, a empresa sul-coreana tem conseguido compensar em parte a perda de terreno nessa área com vendas de produtos de outra natureza que tem sobre a sua alçada. Uma área em que continuam dominantes é a dos supercondutores. Para além disso a necessária mudança de direção para a inovação já começou, de certa maneira, com a abertura para os software open-source, que oferece não apenas maior flexibilidade, deixando de depender também do software Android, mas permite aos utilizadores uma maior adaptação de diversos produtos eletrónicos às suas necessidades.

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Já a Xiaomi representa uma nova tendência da indústria chinesa. A prévia explosão do colosso asiático enriqueceu grandemente o país, e isso levou a um aumento do nível de vida e do preço de manufatura de produtos. Por sua vez, esse facto deu azo a uma redução do crescimento económico, o que preocupa diversos analistas. De modo a contrariar estas tendências, existe uma tentativa de transformar a indústria numa produtora de materiais de grande qualidade que, não obstante, continuam a apresentar preços competitivos. Apesar dos contratempos, com certas empresas ocidentais a mudarem as fábricas que transfeririam para a China de volta aos países de origem devido a problemas no controlo de qualidade, casos com a Xiaomi demonstram que existe algum valor nesta abordagem, e que gigantes pré-estabelecidos como a Samsung devem levar estes novos contendores bastante a sério.