Ao longo do ano 2014 foram várias as vezes em que ficámos num estado de incredulidade devido aos avanços tecnológicos alcançados pelo ser humano. Desde a proeza de fazer aterrar uma nave, que partiu da sonda espacial Rosetta, num cometa, até à utilização de drones para melhorar a prática da agricultura. Mas se 2014 já nos fez sentir no futuro, 2015 promete trazer uma verdadeira revolução tecnológica onde as personagens principais parecem ser as impressoras 3D.

A maior parte de nós só recentemente é que começou a ouvir falar nas impressoras 3D, mas esta tecnologia já foi criada na década de 80 com o objetivo de fazer protótipos de produtos para a indústria.

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A recente popularidade das impressões em 3D está associada ao tipo de produtos que se tem conseguido criar nestas impressoras. Empresas como a Foodini, que consegue produzir comida saudável através das impressoras 3D, e como a NABLE, que cria próteses funcionais através desta tecnologia, estão a mostrar que as impressoras 3D não servem apenas para fazer figuras de acção. Como referiu Charles Mire, co-fundador da Structur3D, “a rápida passagem da construção de cabeças do Yoda para próteses funcionais está a mostrar o potencial das impressões em 3D”.

Mas, se esta tecnologia é vista por uns como um milagre dos tempos atuais, outros olham com receio para esta invenção que ameaça substituir a mão-de-obra humana em muitas profissões. A University of Southern California até já começou a testar uma impressora 3D gigante que promete construir uma casa em menos de 24 horas.

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Apesar de esta invenção ter como objetivo a redução de custos na construção de casas após desastres naturais ou na construção de abrigos em zonas de risco, esta invenção já preocupa os trabalhadores da área da construção civil, que dificilmente conseguem concorrer com um super robô que imprime casas reais.

Contudo, o facto de esta invenção poder aumentar o desemprego em certas áreas, pode ser benéfico para a criação de novos tipos de trabalhos, como por exemplo no ramo do desenvolvimento de software. Algo que aconteceu para os cinco arquitetos portugueses responsáveis pela marca Extrude, que decidiram transmitir os seus conhecimentos técnicos de modelagem e de desenho do projeto para democratizarem o acesso da população em geral à reprodução de objetos em impressoras 3D.

Talvez 2015 ainda não seja o ano em que todos vamos ter uma impressora 3D em casa, tal como não vai ser o ano em que os carros começam a voar, como nos fizeram acreditar no filme do Regresso ao Futuro, mas a verdade é que as tecnologias estão a evoluir e o futuro que sempre imaginámos parece ser já amanhã. #Inovação