É comum os pais ficarem preocupados com a quantidade de tempo que os seus filhos gastam com as novas tecnologias, seja a televisão, o computador ou o telemóvel. Tornou-se, por isso, comum em todo o mundo usar estratégias para minimizar o tempo despendido pelas crianças em frente aos ecrãs. Mas o governo de Taiwan decidiu ir mais longe e desenvolveu uma nova lei que obriga os pais a controlar o tempo que os filhos passam no computador. A legislação, lançada recentemente, refere que as crianças e jovens menores de 18 anos "não podem usar produtos electrónicos por um período de tempo irrazoável".

O objectivo da lei é claro: diminuir o uso excessivo de dispositivos electrónicos, considerando que esta pode ser uma dependência equiparável a hábitos como fumar, beber ou consumir drogas.

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Posto isto, os pais que permitirem que os seus filhos utilizem produtos electrónicos a um ponto que se torne física e mentalmente negativo serão penalizados com uma multa de 1400 euros. A lei não especifica, no entanto, qual é o período de tempo considerado razoável para o uso diário das novas tecnologias, algo que poderá dificultar o cumprimento da regra.

Taiwan não é, todavia, o primeiro país a tomar medidas para regulamentar o uso dos dispositivos electrónicos, já que alguns estados da Ásia têm vindo a adoptar estratégias para diminuir o consumo das novas tecnologias. É o caso da China que, desde 2005, tenta dissuadir as pessoas de participar em jogos online durante mais de três horas seguidas. Do mesmo modo, no ano passado, foi a vez de a Coreia do Sul também regulamentar o uso de jogos online, comparando-os ao abuso de substâncias que provocam dependência.

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Mas a preocupação com os efeitos negativos das tecnologias não se fica apenas pelas regiões asiáticas. A Academia Americana de Pediatria, por exemplo, tem vindo a recomendar que as crianças utilizem os produtos electrónicos num período máximo de duas horas por dia. Um estudo recente, no entanto, veio demonstrar que, nos Estados Unidos da América, as crianças com 8 anos de idade gastam, em média, oito horas diárias no uso das novas tecnologias, aspecto que tem despertado a preocupação dos psicólogos, que recomendam outro tipo de brincadeiras.