A empresa norte-americana Google volta a inovar. No passado mês de Janeiro apresentou a sua nova patente: o Google Indoor Maps. Ao estilo do já criado Google Street View, estes mapas interiores são fruto, em grande parte, do trabalho desenvolvido por um português.

Ricardo Cabral, de apenas 28 anos de idade, natural da ilha de São Miguel nos Açores, é um dos responsáveis pelo algoritmo que lançou o serviço. Especialista em Visão por Computador, num doutoramento dividido entre o Instituto Superior Técnico de Lisboa e a Universidade de Carnegie Mellon, no estado da Pensilvânia, Estados Unidos da América, este jovem conseguiu recriar em 3D o interior de espaços públicos.

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O estágio curricular que Ricardo desenvolveu na empresa durante três meses, no Verão de 2012, demonstrou a excelência do seu trabalho e permitiu-lhe assim trabalhar neste projecto que, acima de tudo, facilita a vida das pessoas ao possibilitar, por exemplo, o acesso a locais que não seriam possíveis de se visitar presencialmente. Além disso, a utilização do Indoor Maps permite uma visita mais conveniente e sem qualquer tipo de custos, tal como a possibilidade de encontrar pontos de interesse no interior de um edifício e obter informação pertinente a esse respeito.

Portugal foi portanto um dos primeiros países em que o projecto foi apresentado, sendo que os utilizadores portugueses dispõem já de 49 locais com mapas de interiores detalhados, sobretudo de monumentos públicos, como o caso da Fundação Calouste Gulbenkian, o Palácio de Queluz, o Estádio do Dragão no Porto e o Centro de Congressos do Estoril.

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Porém, há também mapas de utilidade pública que demonstram o interior de várias estações de comboio e de metro, bem como de centros comerciais, como é o caso do El Corte Inglês, em Lisboa e Vila Nova de Gaia.

Para além de Portugal este serviço está já disponível para cerca de 20 países, incluindo o Japão, o Reino Unido, Estados Unidos da América, Austrália e Brasil, na aplicação móvel do Google Maps para IOS e Android. #Inovação