A tecnologia utilizável - ou na sua designação mais difundida "wearable tech" - é um daqueles booms perpétuos, que nos oferece constantemente novas formas de transformar em moda a renovação tecnológica. Os Google Glass lançaram em 2012 esta disposição, que desde então tem vindo a crescer exponencialmente em novos produtos. E Ringly é um dos mais recentes e perfeitos exemplos da inovação que eleva a um outro nível a tendência "geek chic" (estilo que envolve usar acessórios tendencialmente geek, como suspensórios e óculos de armação de massa).

De equipamentos de fitness e monitorização de estados de saúde a óculos e relógios, malas e saias, a proliferação de "wearable tech" invade vários sectores da vida colectiva.

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E dados indicam que em 2018, esta tecnologia andará já à volta dos cinco biliões de investimento. A indústria da moda não escapou e desde que os Google Glass desfilaram na Semana da Moda de Nova Iorque, há dois anos, que das passerelles a tendência saiu para as ruas. Ringly, uma empresa startup fundada por Christina Mercando e Logan Munro, apresentou há uns meses o seu anel tecnológico: conectado via Bluetooth à app com o mesmo nome e que vibra e acende sempre que a utilizadora recebe qualquer tipo de notificação no seu telefone. Seja uma chamada, uma mensagem ou alertas do Facebook, Twitter, Instagram e afins. O Ringly funciona até cerca de 10 metros de distância, a sua caixa serve como carregador e é resistente à água.

"Começou porque eu me sentia frustrada por deixar o meu telemóvel na mala e perder imensas chamadas e mensagens", explicou Mercando à "Business Insider", acrescentando: "Descobrimos que muitas outras pessoas têm o mesmo problema".

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Tendo encontrado a solução num acessório que existe há anos, a Ringly tem tido tanto sucesso que recebeu recentemente um fundo de cerca de quatro milhões de euros para continuar a desenvolver a tecnologia.

Para as mulheres que adoram jóias (ou seja, todas) está em causa um anel perfeitamente harmonioso na sua simplicidade e discrição, com quatro cores de pedra diferentes (e mais uma, mas de edição limitada), banhado a ouro. À venda no site da empresa, o seu valor ronda os 170 euros: valor bastante acessível para o serviço que oferece - a liberdade feminina de dançar sem mala ou telemóvel. E essa liberdade vale muito.