Estamos na era das aplicações para os smartphones, é incontestável. Apesar de existirem muitas aplicações que no dia-a-dia nos facilitam a vida, outras há que nos ajudam a avaliar a nossa saúde. De facto, cada vez mais os especialistas estão interessados em colocar a tecnologia ao serviço da saúde. Uma nova pesquisa mostra que o hardware dos smartphones é capaz de detectar de forma fidedigna doenças degenerativas, nomeadamente a doença de Parkinson.

Max Little, professor na Universidade de Aston (EUA), realizou um estudo em que pretendeu verificar a capacidade dos smartphones avaliarem se uma pessoa sofre de Parkinson.

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Para isso, o investigador ofereceu smartphones gratuitos aos participantes e constituiu um grupo experimental (pessoas que sofriam de Parkinson) e um grupo de controlo (pessoas saudáveis). Usando um aparelho capaz de medir o movimento e a força com que actuam sobre o telemóvel, Litle conseguiu distinguir os participantes que sofriam de Parkinson e os participantes saudáveis, com uma eficácia de 99%. O método baseia-se na detecção de diferenças subtis no movimento do paciente, incluindo rigidez e diminuição do equilíbrio.

O início da doença de Parkinson é por vezes acompanhada de alterações na fala, incluindo tremores vocais e falta de ar. Assim, num outro estudo, 50 pessoas foram convidadas a fazer alguns sons, como por exemplo "ahhh", ao telefone, ao longo de um par de semanas. Com base nessas gravações de áudio, Little e os seus colaboradores foram capazes de estimar com precisão o grau de progressão da doença em pacientes individuais.

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Apesar dos seus estudos terem tido bastante sucesso, Little enfatiza que o poder preditivo de seu método para o diagnóstico precoce não deve substituir a consulta de um médico. O professor reforça que é imprescindível que os pacientes recebam aconselhamento e tratamento regular de profissionais de saúde. Contudo, este novo tipo de funcionalidades poderá ajudar as pessoas a monitorizar a sua saúde ao longo do tempo. Além disso, os próprios médicos podem usar os dados recolhidos pelos smartphones para prescrever medicamentos.