Há anos que dezenas de marcas estão a tentar dar um impulso ao mercado de relógios inteligentes, mas nenhuma, nem a Samsung, conseguiu impor-se como dominante. É aqui que entra a #Apple: a marca que mudou o rumo dos smartphones com o iPhone e gerou a categoria dos tablets com o iPad. A marca pretende agora revolucionar os relógios inteligentes com o Apple Watch. A versão final do aparelho foi apresentada esta segunda-feira, dia 9 de Março, em São Francisco, no auditório do Yerba Buena Center for the Arts.

Eis os detalhes do lançamento: vai custar 349 dólares sem IVA na versão mais barata, o que na Europa deve rondar os 400 euros com IVA.

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Chega a 24 de Abril a nove mercados, sendo possível fazer a pré-reserva a partir de 10 de Abril. Os territórios contemplados são Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Austrália, Japão, China e Hong Kong. Portugal é um dos países que será contemplado na segunda leva do lançamento, mas a data não foi marcada.

Irá precisar de se emparelhar com um iPhone, embora tenha várias funções nativas que não dependem dele. Serve para atender chamadas, ver notificações, usar o Siri, obter direcções com os Mapas, até para seguir a actividade física diária e dar alertas de saúde. Ligar-se-á ao telemóvel por Wi-Fi ou Bluetooth, e a duração da bateria será de até 18 horas. Quanto às aplicações, terá algumas já carregadas - as da Apple - e uma secção especial na App Store com aplicações de programadores externos à empresa.

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"O Apple Watch é o aparelho mais pessoal que já criámos. Não está apenas a ser usado, está consigo", disse Tim Cook, durante o evento. Não foi o CEO quem fez as demonstrações das aplicações do relógio, que serão a sua grande mais-valia, mas foi ele quem anunciou os preços. A edição mais barata é a do Watch Sport, com corpo de alumínio e braceletes de borracha, entre os 349 dólares (modelo de 38 mm) e os 399 dólares (42 mm).

A edição intermédia chama-se simplesmente Watch e a diferença é que o corpo é de aço inoxidável e existe uma escolha muito variada de braceletes, com diferentes materiais. Assim se explica que os preços variem entre os 549 e os 1099 dólares: depende do material escolhido.

Por fim, e apelando a um nicho de consumidores com poder de compra para tal, o Apple Watch terá uma colecção com edições especiais e limitadas. Uma dessas é feita de ouro e custa a partir de 10 mil dólares, mas há muitas afirmações de moda nesta colecção; este toque de marca de luxo da Apple justifica que a empresa tenha contratado a ex-CEO da Burberry, Angela Ahrendts, para a equipa do Watch no ano passado.

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E que tenha pago 12 páginas de publicidade ao relógio na Vogue de Março.

Mas os milhões de relógios que os analistas preveem que a empresa venda este ano deverão ser dos mais baratos. A base de fãs da empresa deverá garantir o sucesso deste novo segmento de produto, e as previsões apontam para que a Apple se torne quase imediatamente líder de mercado. A Gartner espera que sejam vendidos 40 milhões de relógios inteligentes em todo o mundo em 2015, a maior parte da Apple.