São mais de 100 milhões os utilizadores activos da aplicação Shazam, criada para reconhecer músicas através de um único toque ou clique do seu smartphone ou tablet. Basta aproximar o dispositivo da fonte sonora para que a música seja quase instantaneamente identificada pela aplicação, que providencia, depois, uma data de informações, como o nome da faixa e do autor, e possibilita, entre outras funcionalidades, a compra do tema. Essa capacidade tornou-a numa das apps com mais downloads de sempre e levou a que "shazam" se tornasse numa palavra usada à volta do mundo. Mas e se passarmos do som à imagem? É isso mesmo que o Shazam quer fazer. O objectivo é agora dotar a aplicação de um sistema de reconhecimento visual, de forma a "expandir o universo daquilo a que se pode fazer shazam".

O anúncio foi feito no último dia do Mobile World Congress de Barcelona, onde o presidente da Shazam, Rich Riley, discursou.

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Em declarações à agência Reuters, Riley contou que a empresa não quer limitar-se ao áudio, dizendo que "o famoso botão azul que os utilizadores adoram" vai permanecer, simplesmente "vai poder fazer muito mais coisas".

Ainda assim, o responsável não adiantou a data de lançamento desta nova valência, nem explicou como vai funcionar - sendo provável que seja através da leitura de códigos de barras ou de um sistema de reconhecimento de imagem. O Shazam quer servir para identificar, pesquisar e aceder a mais informações de vários produtos, desde bens alimentares vendidos no supermercado até jogos de vídeo, passando pela roupa ou pelos electrodomésticos. O objectivo é que possamos também consultar os preços dos produtos, assim como comprá-los, ao ser reencaminhados para as lojas online que os comercializam.

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A Reuters exemplifica como vai funcionar: vamos poder usar o Shazam para obter mais informação nutricional através da caixa dos nossos cereais favoritos, assim como para descobrir a banda sonora de um filme, apontando para caixa do respectivo DVD. Há também a possibilidade de vir a identificar obras de arte ou pontos de interesse, edifícios, monumentos, entre outros.

Nada disto é especialmente inédito, uma vez que já existem aplicações como o Firefly (da Amazon), o Goggles (da Google, sendo que não é actualizado desde 2014) e o Asap54 (que funciona no Reino Unido), capazes de executar algumas destas tarefas. No entanto, nenhuma delas consegue igualar o sucesso do Shazam, que aposta agora numa área que abre a possibilidade de poder replicar, em vários segmentos de mercado, as lucrativas parcerias que estabeleceu nos últimos anos com empresas de publicidade (naturalmente interessadas num mercado de 100 milhões de utilizadores) e serviços de streaming de músicas, como o Spotify e o Deezer. Tais acordos catapultaram a empresa para uma avaliação de mercado que ronda os mil milhões de dólares . #Smartphones