Você leu bem. Utilizando os seus computadores e smartphones, é possível participar em projectos científicos, que têm por objetivo encontrar a cura ou tratamentos para doenças. Chama-se World Community Grid e é uma iniciativa da IBM. É simples: a pessoa regista-se, instala o software e os seus dispositivos recebem tarefas sobre as quais irão trabalhar quando o dispositivo não estiver ocupado.

De momento existem projectos para encontrar tratamentos para o cancro, para o HIV, o ébola, para criar painéis solares orgânicos, consequentemente, mais baratos, e ainda para analisar microorganismos presentes na natureza de modo a encontrar novas aplicações medicinais ou ambientais.

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Anteriormente, houve já 19 projectos em várias áreas. Vários resultados promissores foram já conseguidos:

    • O projecto "Help Fight Childhood Cancer" (Ajudar a Lutar Contra o Cancro Infantil), do Centro de Chiba, cujo alvo eram os neuroblastomas, encontrou 7 compostos químicos que destroem as células cancerígenas sem quaisquer efeitos secundários. Os cientistas responsáveis pelo projecto anunciaram que estão à procura de uma farmacêutica para continuar o processo clínico e que já estão a preparar um novo projecto para correr na World Community Grid, focando-se noutros tipos de cancro infantil;
    • Outro projecto, o "Discovering Dengue Drugs Together" (Descobrindo Juntos Medicamentos para a Dengue), da Universidade Médica do Texas, chegou a um composto que, além ser eficaz contra a dengue e não ter efeitos secundários, é também eficaz contra o Vírus do Nilo. Actualmente encontram-se a realizar mais estudos clínicos antes de procederem para fases de teste mais avançadas (leia-se ensaios com humanos).

    Todos os resultados são enviados para o domínio público, ou seja, todos os dados obtidos da World Community Grid têm de ser publicados e estar acessíveis a todos.

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    A World Community Grid, além do óbvio, tem outras vantagens: #Inovação

    • Permite poupar emissões de CO2, uma vez que usa dispositivos já existentes e os data centers usados para este tipo de aplicações são responsáveis por uma significativa parte das emissões de CO2;
    • Permite que grupos de pesquisa com menos fundos que as grandes farmacêuticas possam ter acesso a poder computacional para levar a cabo as suas pesquisas, o que significa também que mais doenças negligenciadas pelas farmacêuticas tenham uma oportunidade de serem estudadas e combatidas eficazmente.
    Trata-se assim de uma iniciativa capaz de ajudar milhões de pessoas, para a qual não custa a contribuir.