Já é possível diagnosticar cancro por apenas 1,50 euros. Os investigadores norte-americanos criaram recentemente uma plataforma, chamada D3, que consegue detectar cancro com precisão por um valor extremamente baixo. A diferença desta aplicação para outras já criadas é que é desenvolvida especificamente para médicos.

Esta aplicação, criada pela equipa do médico Cesar Castro, do Hospital Geral de Massachusetts e do Centro de Sistema Biológicos, usa um sistema que faz um diagnóstico digital através de um módulo de imagem com uma luz LED. Este módulo é ligado a um smartphone que grava os dados de imagens de alta qualidade, o que permite gravar dados em mais de 100 mil células a partir de uma simples amostra de sangue ou tecido.

Publicidade
Publicidade

Posteriormente, estes dados são enviados para um servidor que os processa e envia para o médico em minutos (o que tradicionalmente demora semanas).

Vinte e cinco mulheres já foram diagnosticadas por esta tecnologia ao fazerem uma biopsia do cólon do útero. O resultado foi de uma precisão igual à que iria obter caso tivesse recorrido aos exames normais, mas com custos muito inferiores e muito mais rápidos.

Outras empresas já tentaram introduzir este tipo de aplicações no mercado. Como por exemplo, em 2012 o investigador Luís Rosado, do AICOS Centro Fraunhofer Portugal, disse que tinha criado uma aplicação capaz de detectar cancro de pele com uma simples foto, que era tirada pela câmara de um telemóvel na zona em causa. De seguida a imagem era enviada para os servidores onde era analisada e armazenada.

Publicidade

O utilizador receberia depois uma resposta em que saberia se o sinal de pele teria índices cancerígenos, sendo encaminhado, se necessário, para o respectivo especialista.

Em 2014, outra aplicação, com o nome DermoScreen, foi criada por um professor da Universidade de Houston nos EUA, dizendo que com uma fotografia de um sinal ou de uma lesão na pele tirada por um telemóvel, saberia logo o resultado, permitindo assim uma triagem rápida e barata a milhões de pessoas. Esta aplicação serviria também pessoas cujo acesso a especialistas é mais difícil.

Este ano, no Dia Mundial do Cancro, 4 de Fevereiro, outra empresa apresentou mais uma aplicação com o nome de Lūbax, cuja eficácia pode atingir os 90% ou mais. Esta aplicação usa um algoritmo CBIR que recorre a uma base-de-dados que compara com mais de 12 mil lesões na pele já diagnosticadas. #Inovação #Smartphones