Quando já nem a Apple consegue fidelizar os seus clientes como antigamente, sabemos que o comportamento dos consumidores mudou de forma drástica nos últimos anos. O novo estudo da consultora GfK demonstra isso mesmo: o consumidor português deixou de ser fiel às suas marcas favoritas. Qual o motivo? Preço e condições de compra.

"O consumidor, além de valorizar muito o preço e ser cada vez mais adepto das promoções, está cada vez mais infiel às marcas", conclui a GfK, num estudo divulgado esta semana. De acordo com os dados do relatório, centrado no sector da tecnologia e electrónica de consumo, 80% dos consumidores portugueses mudam de marca se as condições de compra não forem satisfatórias.

Publicidade
Publicidade

Destes, diz a GfK, 60% consulta familiares e amigos para obter mais opiniões sobre a melhor marca de substituição. E para 71%, o preço é um factor essencial.

O estudo aponta para uma conclusão óbvia, que não requer grande análise - "os portugueses estão cada vez mais conectados através de #Smartphones e tablets, o que poderá impulsionar a tendência "Smart Home Living" em Portugal." A consultora refere-se aos aparelhos inteligentes que têm sido lançados para a casa, como termostatos e robôs de assistência controlados por aplicações, que foram uma das maiores tendências no Consumer Electronics Show 2015, em Las Vegas.

Mas embora os consumidores estejam pouco dispostos a acomodarem-se e mais interessados em aparelhos que facilitem o quotidiano, como é o caso destes dispositivos domésticos, "para que o controlo remoto dos eletrodomésticos vingue no mercado nacional, há ainda muito trabalho a fazer", ressalva a GfK, referindo que é preciso atingir uma maior taxa de penetração da internet, smartphones e tablets nos lares dos portugueses.

Publicidade

Nas despesas com tecnologia, um dos sectores mais resilientes mesmo em crise, a GfK prevê estabilidade com os gastos. Os smartphones são, como nos últimos anos, "os principais impulsionadores no mercado digital", com um crescimento de 8% este ano que se deve aos preços mais baixos. Curiosamente, diz o estudo, os smartphones são usados dentro das lojas de tecnologia para comparar preços e contactar amigos antes de fazer uma compra, o que acontece com 40% dos consumidores.

A GfK fala ainda da "terceira revolução tecnológica" trazida pelos aparelhos móveis, que sucedem aos computadores pessoais e à Internet. O estudo refere que os "conversíveis", ou computadores que se transformam em tablets (e vice-versa), são agora uma forte tendência. "Este mercado conta com uma crescente evolução das vendas dos equipamentos de acesso à internet, com previsão de crescimento na ordem dos 7% em 2015", adianta a consultora.