Foi no dia 18 de Junho de 1983 que Sally Ride ficou para a história da exploração aeroespacial. Nesse dia a astronauta Sally Ride tornava-se na primeira norte-americana a ir ao #Espaço a bordo do vaivém espacial Challenger. Hoje a #Google assinala o seu 64º aniversário com cinco doodles em sua homenagem.

Se fosse viva, Sally Ride celebraria 64 anos. No entanto o seu legado não foi esquecido pela Google, que a utiliza como forma de mostrar a capacidade das mulheres se afirmarem ao longo de toda a história da Humanidade em mundos totalmente dominados pelo homem.

Apesar da sua viagem a bordo da nave Challenger ter sido um marco na história da NASA e da afirmação da mulher, a Google pretendeu mostrar também as grandes qualidades de Sally enquanto física e escritora.

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A chegada de Sally à NASA

Sally Ride foi uma das oito mil mulheres que em 1978 responderam ao apelo da NASA para descobrir o primeiro grupo de astronautas feminino daquela instituição governamental. Nascida em Los Angeles no dia 26 de maio de 1951 e formada em Física e em Inglês na Universidade de Stanford, Sally seria uma das eleitas.

Outras cinco mulheres foram selecionadas pela NASA (Judith Resnik, Anna Fisher, Kathryn Sullivan, Rhea Seddon e Shannon Lucid) e Sally começou a trabalhar como CAPCOM, área que lida com a comunicação com a nave e a tripulação. Sally Ride esteve também envolvida no desenvolvimento do braço robótico canadiano que era acoplado ao espaço de carga da nave espacial.

As missões de Sally no espaço

Foram duas as missões de Sally Ride no espaço.

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Na primeira, a 18 de Junho de 1983, Sally seguia a bordo da Challenger na missão STS-7 numa viagem que tinha como objectivo colocar em órbita dois satélites de telecomunicações. Outro dos objectivos da missão passava por algumas experiências farmacêuticas.

A segunda missão aconteceu em 1984, novamente a bordo da Challenger. Com o cumprimento da missão STS-41-G, Sally Ride acabaria por acumular 340 horas no espaço. Sally teria sido chamada para novas missões a bordo da Challenger, mas um acidente acabou por destruir a nave, tirando a vida à sua colega Judith Resnik e por fazer parar o programa espacial norte-americano durante dois anos.

Sally Ride acabou por estar envolvida nas investigações de dois acidentes com naves da NASA. O primeiro foi o acidente da Challenger e mais tarde, em 2003, integrou a equipa que investigou o acidente da Columbia.

Depois de sair da NASA, a astronauta norte-americana dedicou-se à investigação e leccionou Física na Universidade da Califórnia (UCLA) e também na Universidade de Stanford. Sally Ride foi também diretora no Instituto Espacial da Califórnia. Em Julho de 2012 um cancro no pâncreas foi-lhe fatal.