A decisão de separar o serviço de fotos da rede social #Google+ já era mais ou menos conhecida e sabia-se que a marca ia revelar detalhes na conferência anual de programadores, I/O. O que ninguém estava à espera era de um serviço de armazenamento simultaneamente gratuito e ilimitado. O novo Google Photos, que já está disponível em photos.google.com, oferece aquilo que nenhuma empresa se atreveu a oferecer até agora - o fim dos problemas de memória nos #Smartphones sem gastar um tostão.

"Nem uma única foto nesta demo está armazenada no telefone", revelou Anil Sabharval, director de produto da Google, durante a apresentação da novidade na abertura da I/O em São Francisco.

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O executivo começou a demo com aquilo que já é obrigatório, uma 'selfie' com Dave Lee, para mostrar uma das funcionalidades do serviço: o backup automático.

Ou seja, o utilizador só precisa de ter uma conta Google e activar os backups automáticos. Assim que tirar fotos ou gravar vídeos com o smartphone, tablet ou computador, estes são imediatamente carregados na sua conta na nuvem, cujo único limite é a resolução - fotos de 16 megapixels e vídeos 1080p. "Você terá paz de espírito sabendo que as suas fotos estão seguras", frisou Sabharval.

O serviço não tem restrições de sistema operativo ou formato, o que deixou até os analistas surpreendidos. Van L. Baker, analista principal da consultora Gartner, esteve no evento e disse à Blasting News que o facto de ser ilimitado foi surpreendente.

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No entanto, deixou o aviso: "poderá haver reacções mistas ao backup automático, porque as fotos são muito pessoais e algumas pessoas vão sentir-se desconfortáveis por ter a sua biblioteca inteira de fotos na nuvem." Não que isto seja uma novidade - a iCloud da Apple permite isso mesmo, o que deu amargos de boca às celebridades que foram pirateadas no Verão passado e viram as suas fotos privadas espalhadas pela internet. "Mas é o preço a pagar pelo armazenamento gratuito", ressalvou.

O que o Google Photos também faz agora é organizar a biblioteca de imagens de forma automática, por lugares, pessoas e momentos, sem que o utilizador tenha de criar etiquetas. Nada de novo para quem usa iPhone e Mac, em que esta organização inteligente está disponível há bastante tempo, mas uma novidade na Google que facilita bastante a gestão das "memórias" fotografadas e filmadas.

Certo é que esta medida da Google irá provocar mudanças no mercado de armazenamento online, visto que deixará de fazer sentido aos utilizadores pagarem uma mensalidade por serviços que oferecem a mesma coisa – espaço, acesso a partir de qualquer aparelho e backup automático (olá, Dropbox).  #Android