Contos de fadas em Berlim, a guerra napoleónica em Zurique no século XVIII, histórias do Rossio em Lisboa: é isto que se encontra na Lost in Reality, uma aplicação portuguesa que pretende enriquecer a forma como se exploram as cidades. José Rodrigues, um dos fundadores, explica à Blasting News que a ideia surgiu no evento Startup Pirates, em Lisboa, onde conheceu o outro fundador, Mark Melnykowycz.

"Queremos criar um mapa de histórias, que podem ser escritas por qualquer pessoa, um viajante que seja 'storyteller', pela comunidade em si, por qualquer habitante local", refere o responsável. "A ideia é que eu possa explorar as cidades com essas histórias." Os utilizadores irão ver as histórias ligadas ao local onde estão naquele momento, visto que a app usa geo-referenciação. 

A Lost in Reality foi uma das aplicações portuguesas que estiveram presentes em Maio na Collision Conference, em Las Vegas, um evento organizado pelos mesmos criadores do Web Summit em Dublin.

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A app está apenas a começar (foi lançada em Abril) e ainda só tem versão para Android, mas os fundadores conseguiram na conferência um contacto com a Disney que poderá abrir algumas portas.

Até agora, o financiamento veio dos seus bolsos. O modelo de negócio ainda não está totalmente definido, mas em princípio vai basear-se em anúncios locais. Por exemplo, um restaurante que se queira promover pode contar um episódio da sua história, em vez de simplesmente anunciar um prato ou dizer que tem o melhor pastel de nata da cidade.

"As histórias, no fundo, são experiência que usamos para explorar os sítios à nossa volta", continua José Rodrigues. "É como se fosse uma rede social mais dedicada às histórias e aos locais", acrescenta o engenheiro, que está a fazer um doutoramento no Instituto Superior Técnico.

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Mark também é engenheiro e trabalha na Suíça, sendo que a sede da empresa é em Lisboa.

Ambos estão à procura de viajantes, bloggers e habitantes locais para serem utilizadores beta e criarem conteúdo. "Pode ser uma maneira de documentar ou promover certos aspectos da cidade", dizem. E qual é o incentivo que as pessoas têm para escrever histórias nesta aplicação? "O mesmo que têm para criar posts no Facebook e Twitter", responde José Rodrigues. Ou seja, todos e nenhum, salvo a vontade de partilhar algo com o mundo numa plataforma à escala global. #Negócios