A plataforma grátis de dados do Facebook para telemóveis, Internet.org, foi criticada por vários grupos que defendem os direitos digitais. No início deste mês de maio, a rede social iniciou a plataforma com o objetivo de permitir o acesso à Internet de forma gratuita a novos sites e aplicações gratuitas, através de telemóveis. Esta foi uma decisão que veio intensificar as críticas ao Facebook, por facilitar o acesso a sites e a aplicações de forma desigual.

Numa carta aberta e dirigida ao Facebook, sessenta e sete grupos de vários países que promovem os direitos digitais criticaram esta nova plataforma que permite o acesso a um número limitado de serviços online.

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A plataforma foi criada com a parceria de algumas empresas de telemóveis, que operam em algumas partes de África, da Ásia e na América do Sul, para que algumas pessoas tenham acesso à Internet em zonas do mundo onde o seu acesso é restrito.

Curiosamente, os grupos digitais que assinaram esta carta acreditam que este projeto do Facebook ameaça a liberdade de expressão, a privacidade e o princípio da neutralidade da Internet, que postula que todos os dados publicados na Internet devem ser tratados de forma igualitária.

Nesta plataforma, apenas os serviços selecionados pelo Facebook podem ser visitados. Uma visão criticada abertamente por estes grupos, que defendem os direitos digitais de quem utiliza a Internet nos seus países: "Acreditamos que o Facebook está a definir de forma imprópria e através de posições públicas a neutralidade na Internet, construindo um jardim protegido por muros, onde as pessoas mais pobres do planeta apenas podem ter acesso a um número limitado de sites e serviços inseguros.

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Estamos profundamente preocupados pelo fato da Internet.org ter difundido de uma forma pouco séria que está a providenciar acesso total à Internet, quando na realidade apenas permite o acesso a um número limitado de serviços que são aprovados pelo próprio Facebook e pelos ISPs locais. Na sua concepção atual, a Internet.org viola os princípios de neutralidade na Internet, ameaçando a liberdade de expressão, a igualdade de oportunidades, segurança, privacidade e a inovação".

A empresa criada e liderada por Mark Zuckerberg já reagiu a estas acusações: "Nós e os nossos críticos partilhamos a visão comum de ajudar mais pessoas a ganhar acesso a um conjunto mais vasto de experiências e de serviços disponíveis na Internet. Estamos convencidos de que mais e mais pessoas vão ter acesso à Internet, e que vão ver os benefícios e querer usar outros serviços". #Redes Sociais