Mais de 50 mil milhões de dólares. É este o valor que a start-up americana, nascida em 2009, pretende atingir com uma nova 'volta' de angariação de fundos, calculada entre 1,5 e 2 mil milhões de dólares, de acordo com informação avançada pelo 'The Wall Street Journal'. Se a missão for bem-sucedida, então a empresa sediada em São Francisco será a start-up privada mais valiosa de sempre. A barreira dos 50 mil milhões de dólares apenas foi ultrapassada uma vez por uma start-up privada. A proeza pertence à rede social Facebook, criada por Mark Zuckerberg, quando ainda era uma empresa completamente privada.

As negociações para o aumento de capital da start-up junto de investidores já começaram e podem mesmo ultrapassar os 2 mil milhões de dólares, segundo conta o 'Business Insider'.

Publicidade
Publicidade

Se assim for, então a linha de expansão da Uber será ainda mais impressionante. Se em Fevereiro de 2014 a empresa estava avaliada em cerca de 18 mil milhões de dólares, em apenas 11 meses aumentou o seu valor para 41 mil milhões de dólares. Agora, menos de seis meses depois, a barreira dos 50 mil milhões pode estar prestes a ser quebrada, num aumento de valor histórico.

A estratégia da Uber tem sido definida por vários analistas como agressiva. Em apenas seis anos, a empresa norte-americana chegou a cerca de 250 mercados em todo o globo, num total de 53 países. Em 2014, a Uber fez cerca de 400 milhões de dólares em receitas. No entanto, a polémica tem atravessado a start-up situada em Silicon Valley, nos Estados Unidos da América (EUA).

Em Portugal, a Uber chegou em Julho do ano passado e rapidamente gerou discussão.

Publicidade

À distância de um clique, e numa questão de minutos, passava a ser possível aceder a uma rede de motoristas locais. Poucos meses depois, em Dezembro do mesmo ano, chegava a Lisboa e ao Porto a UberX, uma versão 'low-cost' do serviço de táxi. A nova versão surgiu na mesma altura da acesa discussão entre a TAP e os taxistas de Lisboa devido aos serviços da Uber. Em causa estava o descontentamento dos taxistas de Lisboa e das várias associações nacionais de taxistas, relativamente à oferta de acesso privilegiado dos clientes TAP aos serviços da start-up.

A 28 de Abril, em consequência de uma providência cautelar apresentada pela Antral, o Tribunal Cível de Lisboa proibiu a Uber de atuar no nosso país. A empresa teve assim de abandonar as operações em Portugal, naquela que foi a primeira vitória dos taxistas portugueses. A decisão surge na linha do que tem sido a atitude de outros países, como a Alemanha, onde a Uber também esta proibida da atuar. Entre as queixas dos taxistas está o facto de os condutores da start-up americana não estarem sujeitos ao mesmo tipo de normas que lhes são impostas, não necessitando, por exemplo, de uma licença especial para operarem. #Negócios #Inovação