Ler emoções humanas e cuidar do seu interlocutor. Estes parecem ser os ingredientes do sucesso do robot humanoide Pepper desenvolvido pela japonesa SoftBank Robotics Corp e que ultrapassou todas as expectativas. Os 1000 exemplares colocados à venda no Japão esgotaram em tempo recorde. Um minuto foi suficiente para que todos fossem comprados. O preço de cada robot era de 1400 euros, ao qual se deve somar o valor de um seguro e de uma taxa mensal pelos dados de 180 euros, de acordo com informação revelada pela estação de televisão CNN.

O primeiro robot que lê emoções humanas, de acordo com a SoftBank Robotics Corp, pesa perto de 27 quilos e mede 1,20m.

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Reconhece expressões faciais e tons de voz, conseguindo, assim, interagir com aqueles que o rodeiam. Segundo o líder do projeto, Kaname Hayashi, o propósito de Pepper é fazer as pessoas felizes.

Nesta primeira fase, o robot humanoide fala francês, japonês, inglês e espanhol, sendo que nos próximos meses novos idiomas poderão ser adquiridos na loja online destinada a alimentar Pepper. Os utilizadores podem personalizar o seu robot com novos comportamentos e características através das cerca de 200 aplicações já existentes.

A sua capacidade para ler as emoções de quem interage com ele e ainda a habilidade para desenvolver as suas próprias emoções resultam da sua rede de câmaras e sensores. Embora os programadores admitam que possa cometer erros, salientam que o robot é capaz de aprender com o tempo.

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Para tal, o seu "motor emocional" é essencial, assim como a sabedoria que vai descarregando da nuvem, para onde são enviadas as informações recolhidas por todos os robots do mesmo modelo.

Ainda de acordo com Kaname Hayashi, "Pepper está confortável quando está com as pessoas que conhece, fica feliz quando é elogiado e assustado quando as luzes se apagam". Para visualizar as emoções do robot, basta olhar para um tablet colocado estrategicamente no "tronco" do modelo. O humanoide é um robot emocional e não funcional, tal como é explicado no site da Alderbaran, empresa que participou na construção de Pepper. #Inovação