Quando o assunto é o cumprimento das regras de privacidade do #Facebook, recentemente, Susan McLean, especialista em cibersegurança, disse que esta é uma regra seguida mais à risca por crianças do que pelos próprios pais. Estas protegem melhor as suas contas nas #Redes Sociais do que os adultos. Mas, mesmo pesando esta maior cautela, na hora de deixar o seu filho ter uma conta, é necessário contrapor os prós e os contras. A regra imposta pelo Facebook de permitir a “inscrição” a adolescentes a partir dos 13 anos pode muito facilmente ser quebrada.

Cláudia Pires de Lima não hesita em usar a palavra “restrição” quando se fala no acesso livre à internet pelos mais novos.

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“Não defendo a utilização da internet por parte de uma criança se não for nestes moldes, desde a supervisão de um adulto até à restrição ao acesso a certos sites no caso de a criança ficar algum tempo sozinha”, reforçou a especialista, destacando a actuação do Ministério Público no que diz respeito às denúncias de utilizadores menores que possam estar em risco. Tal acompanhamento pode mesmo ser um grande desafio para pais que não dominam as novas tecnologias mas importa estar atento, pelo próprio crescimento saudável do seu filho.

“Se houver uma má utilização, podemos estar a facilitar o surgimento de patologias da saúde mental pelo isolamento, pela falta de contacto com o mundo exterior, com a falta da brincadeira de correr atrás de uma bola ao sol, andar de bicicleta com os pais e, acima de tudo, pela falta de um sentimento real de felicidade”, ressalvou a especialista.

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Também o psicólogo clínico e psicoterapeuta Paulo Azevedo acredita que o uso abusivo desta rede social pelos mais #Jovens pode provocar alterações no desenvolvimento pessoal e comportamental. “A interacção humana, se for maioritariamente mediada pelas redes sociais virtuais, pode proporcionar uma falsa sensação de controlo sobre o impacto que as emoções têm no próprio e nos outros, ou pode gratificar a necessidade de confirmar que se é muito adorado ou detestado - dá-se uma espécie de despersonalização, criam-se Eus falsos ou parciais, não necessariamente com objectivos de manipulação consciente de si e dos outros mas ao serviço da tal ilusão de controlo”, afirmou.

O facilitismo ainda é uma característica dos pais. Se o filho quer um MP3, dá-se. Se quer um computador de última geração, dá-se. Daí que abrir uma conta no Facebook até seja visto como o menor dos problemas. Para Marta Tavares, “este excesso de liberdade que se proporciona às crianças e jovens não lhes está a trazer nenhuma vantagem”.

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Se os pais hoje se queixam que os filhos não saem da frente do tablet, “quem lho deu? Porque o fez? Qual a verdadeira razão?” são questões que devem ser de imediato levantadas. “A maioria dos pais olha para os filhos como um trabalho, um peso, e optam pelo mais fácil. Dão-lhes tudo, computadores, MP3, Wii, PlayStation 1, 2, 3, 4 e 5, e todas as que aparecerem para que eles estejam calados. E depois querem que se tornem homens e mulheres do futuro. A sério?! Querem mesmo?”, questionou Marta Tavares.

Perante isto, possibilitar a entrada precoce dos mais pequenos no mundo online pode não ser assim tão boa ideia.