É sabido que o #Facebook pode provocar dependência psicológica. Há quem já compare as actualizações sem limite a uma droga ou mesmo quem defenda que o Facebook deixa as pessoas mais tristes. Ao nível da contratação de recursos humanos, esta rede social também tem uma palavra a dizer. Existem empresas norte-americanas que apresentam reticências no momento de contratar um funcionário que não tenha conta por considerarem ser uma atitude suspeita.

A verdade é que existem hoje mais de mil milhões de utilizadores em todo o mundo, sendo que em Portugal este número corresponde a pouco menos de metade da população (4,7 milhões). As pessoas conectam-se, partilham vídeos, fotos, estados de espírito e conversam.

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Mas quais são as reais implicações de uso excessivo desta rede social? Se no passado se acordava e ligava-se o rádio ou a televisão, hoje a primeira conexão é feita no telemóvel, sendo o primeiro link o Facebook. Esta rede social está na moda. Mas esta é uma boa ou uma má notícia?

Para a Psicoterapeuta Marta Tavares, uma imagem de referência da clínica TerapiasDaMente, esta não pode ser uma boa notícia. “As pessoas procuram nas #Redes Sociais emoções, sensações, êxtase e vibração que não conseguem sentir nas suas rotinas. Esquecem que quanto mais se envolvam na ficção dormente das redes sociais, menos sentem, menos experienciam, menos vivem. E depois fica um vazio enorme nas suas vidas, cheias de coisa nenhuma porque o medo de tentar, de ir, de fazer os consome”.

Padece de algum destes sintomas?

1 – Fica chateado se algum dos seus amigos não lhe responder com prontidão a uma mensagem no chat?

2 – Sente-se frustrado se alguma publicação ou fotografia não suscitar o número de gostos que desejava ao ponto de querer apagar esse conteúdo?

3 – O seu primeiro ritual matinal é verificar as últimas actualizações dos seus amigos?

4 – Por passar muito tempo “online”, sente dificuldade em manter relações de amizade ou fazer novos amigos?

5 – Sente-se mais confiante para ter conversas sérias via Facebook do que pessoalmente?

6 – Envia recados muito evidentes para todos os seus contactos verem, apesar de ser uma mensagem específica para uma pessoa?

7 – Faz continuamente “refresh” (F5) na sua página inicial?

8 – O Facebook está definido como homepage do seu browser?

9 – Segue muitas pessoas no FB?

10 – Tem amigos no FB que não tem a mínima ideia de quem sejam?

Se respondeu “sim” à maioria destas questões, pode estar dependente desta rede social, sobretudo a nível comportamental, tal como explicou Cláudia Pires de Lima, Psicóloga Clínica e Terapeuta Familiar da ForAll.

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“Podemos falar da dependência de gostos. Se nos colocarmos na posição de alguém que, podendo estar a passar por uma fase mais frágil, com sintomas depressivos, baixa auto-estima, coloca uma foto no Facebook e cria expectativas, pode sair beneficiada se até recebeu um comentário positivo que lhe deu força e vontade de continuar. Mas pode ser muito prejudicial se não chamou a atenção de ninguém no momento”, explicou.

A Blasting News lança-lhe agora um desafio. Não vive sem o FB? Mas será que conhece assim tão bem esta rede social? Responda a estas questões com Verdade ou Mentira e confira no final as respostas.

1 – O FB foi lançado por Mark Zuckerberg em 2003?

2 – Inicialmente o FB estava limitado aos estudantes da Universidade de Harvard?

3 – Um em cada 3 divórcios é causado pelo FB?

4 – “A Rede Social”, um filme baseado na criação da rede social, foi dirigido por George Lucas e protagonizado por Jesse Eisenberg?

5 – Dustin Hoffman foi o primeiro “rosto” do FB?

 

RESPOSTAS:

1 – Mentira.

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O FB foi fundado por Mark Zuckerberg e pelos colegas de quarto em 2004.

2 – Verdade. Depois foi expandida para outras instituições na área de Boston, da IvyLeague e da Universidade de Stanford.

3 – Verdade. De acordo com estudos feitos nos EUA e no Reino Unido, que relacionaram o aumento do número de divórcios com esta rede social.

4 – Mentira. O filme foi dirigido por David Fincher.

5 – Mentira. Al Pacino foi o primeiro “rosto”. #Jovens