Com um lugar cada vez mais consolidado no nosso país, a indústria dos videojogos já movimenta milhões de euros em território luso. Foi essa uma das conclusões de um estudo levado a cabo pela “Newzoo”, empresa que se foca na pesquisa e análise do mercado em termos globais, com foco nos videojogos. De acordo com um dos seus últimos relatórios, publicado no passado mês de novembro, estima-se que esta indústria venha a gerar rendimentos superiores a 200 milhões de euros durante o ano de 2015. E isto só em Portugal, que se encontra no 33º lugar do ranking elaborado pela “Newzoo”.

Entre os cem países estudados, destacam-se a China e os Estados Unidos da América, ambos com receitas superiores aos 20 mil milhões de euros.

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A fechar o pódio, ainda que a larga distância dos dois primeiros, está o Japão, para o qual se preveem rendimentos na ordem dos 11 mil milhões de euros.

Só a partir da quinta posição do ranking disponibilizado é que aparecem países europeus: primeiro a Alemanha, seguida do Reino Unido e, em sétimo lugar, a França. Todos eles, porém, abaixo das previsões para o mercado sul-coreano. O resto do top-10 é constituído por Canadá, Espanha e Itália, que apresentam valores ligeiramente superiores ao 11º classificado, o Brasil.

Revelado este estudo, fomos tentar saber se a indústria dos videojogos está, efetivamente, em crescimento em Portugal. Para Filipe Pina, diretor da companhia portuguesa de videojogos Nerd Monkeys, não parecem haver muitas dúvidas. “Sim, é óbvio que está em crescimento, basta ver a explosão de novos videojogos que são lançados todos os anos feitos cá”, referiu em declarações prestadas à Blasting News Portugal.

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Pina explicou-nos que o desenvolvimento desta indústria em terras lusas pode ficar a dever-se à “falta de empregabilidade”, que “gerou a procura de alternativas e que, aliado à facilidade atual de criar e publicar videojogos de forma digital, incentivou um crescimento de pessoas e equipas a produzir este tipo de produto”. Além disso, “o número de cursos que orbitam à volta desta indústria cresceu, o que por sua vez gerou mais pessoas com capacidades e interessados em trabalhar nesta área”.

Pina destacou ainda “empresas como a minha antiga Seed Studios, a extinta Biodroid e a actual Miniclip”, que “mostraram que é possível trabalhar e produzir videojogos de sucesso, o que de certeza entusiasmou muitos jovens a seguirem uma profissão relacionada com esta área”.

Apesar do crescimento, Pina acredita que se devia apostar mais nos videojogos em Portugal. E explica-nos como: “Toda a gente fala que deveria haver mais investimento, mas honestamente as equipas actuais deviam era procurar crescer no sentido mais profissional e sério. É preciso almejar mais alto e parar de produzir pequenas apps gratuitas baseadas no modelo de freemium e ir á procura de projectos mais bem trabalhados, como os que habitualmente são produzidos para PC e consola”. #Negócios #Inovação #Jogos