A Motorola está prestes a deixar de existir. Depois de ter sido adquirida pelos chineses da Lenovo, em 2014, a marca vai desaparecer em definitivo do mercado, presumivelmente dentro de um ano, de acordo com previsões da imprensa internacional. No seu lugar, irão ser colocados à venda telemóveis da companhia de origem asiática, ainda que pertencentes a uma linha denominada "Moto". Todas estas informações foram avançadas pelo próprio presidente e COO da Motorola, Rick Osterloh, numa entrevista concedida em plena edição 2016 do Consumer Electronics Show (CES), um evento de cariz anual que se realiza todos os meses de janeiro em Las Vegas, nos Estados Unidos da América.

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"Nós vamos acabando lentamente com a Motorola para nos focarmos na Moto", explicou o diretor de operações da marca norte-americana, que, antes de pertencer à Lenovo, já havia sido adquirida pela Google, em meados de 2012, por uma quantia a rondar os 12.5 mil milhões de dólares. Quase quatro anos mais tarde, foi vendida por valores bastante inferiores, na ordem dos 3 mil milhões de dólares.

A história da Motorola

A Motorola foi fundada por Paul Wault Galvin, em Illinois, Estados Unidos, em setembro de 1928, na altura com o nome Galvin Manufacturing Corporation - a designação atual só começou a ser usada oficialmente quase vinte anos mais tarde, em 1947, embora já estivesse registada há vários anos. A empresa começou por produzir baterias portáteis e rádios de patrulha, mas destacou-se, essencialmente, por ter criado o primeiro telemóvel da história, em 1973.

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Por seu lado, a Lenovo apareceu bem mais recentemente, em 1984, em Pequim, China, tendo sido fundada por Liu Chuanzhi, um homem de negócios chinês com formação na área da Engenharia de Telecomunicações. Apesar de ser a maior empresa do mundo ao nível da produção de computadores, esta companhia chinesa não tem, de momento, expressão no mundo das comunicações móveis.

Só o tempo dirá se acabar com a marca Motorola, que começou a apresentar resultados financeiros negativos há já alguns anos, é a melhor decisão para o futuro da Lenovo e da sua gama de telemóveis. As primeiras dúvidas, contudo, já começaram a surgir; Carolina Milanesi, analista do Kantar WorldPanel, empresa que se caracteriza como "líder mundial em consumer knowledge e insights baseados em painéis contínuos de consumidores", lembra que "a Motorola representa muito, especialmente ao nível das comunicações móveis", pelo que "seria uma pena afastar-se" desse estatuto. #Gadgets