Cohen, a famosa voz grave de "Hallellujah", assinala hoje 80 anos e nunca esteve em tão boa forma. O cantor está prestes a editar mais um álbum, o décimo terceiro, chamado "Popular Problems." Neste álbum, Cohen surge lúcido e enérgico como sempre, abordando temas como o amor, a guerra ou a religião. O tema inclui uma música, A Street, escrita imediatamente após os atentados de 11 de Setembro de 2001, mas só agora publicada, bem como Nevermind, uma música dedicada às vítimas dos conflitos militares, e que inclui uma belíssima voz feminina em árabe. Mas o amor, e a faceta de romântico que tornou Cohen igualmente famoso nos palcos mundiais, está representado em My Oh My, a memória de um amor de curta duração, e Did I Ever Love You, onde a sua famosa voz ganha total protagonismo, com o suave acompanhamento do piano - alternando com um cenário country. 
Cohen esteve ausente das edições e desaparecido dos palcos durante cerca de um década e meia, nos anos 90 e até 2008, tendo dedicado esse tempo da sua vida ao aperfeiçoamento pessoal, em parte com a sua dedicação à filosofia budista. Desde 2008, quando muitos julgavam que Cohen teria abandonado definitivamente a música, o músico canadiano voltou a encher as plateias e com um álbum de 2012, Old Ideas, muito aclamado. 
O cantor define-se, em primeiro lugar, como escritor, uma vez que só se lançou na música aos 33 anos, depois de ter publicado obras de poesia (Let us ComPare Mythologies, em 1956, e Flowers for Hitler, em 1964) e prosa (The Favourite Game, em 1963, e Beautiful Losers, em 1966).
Quase em simultâneo com o novo álbum, foi publicada uma fotobiografia sobre Cohen, autoria de Harvey Kubernik, que traz ao público as várias faces e imagens de marca da sua vida: o poeta, o cantor folk, o quase sex-symbol, o asceta em busca do misticismo, e o velho herói que regressa do seu exílio místico. É um percurso singular e que pode ser sintetizado no comentário de John Simon, o produtor de "Songs of Leonard Cohen", que mencionou "ao contrário dos outros cantores rock com quem trabalhei, que se comportavam como rapazes, Cohen sempre se comportou como um homem."




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