Creio que poucas pessoas hoje vivas não terão visto pelo menos um filme de Steven Spielberg. Pessoalmente é uma das pessoas que, indiretamente, moldou grandemente o meu modo de ver o mundo, e essa é uma realidade comum a muitas pessoas. O estilo escapista, ocasionalmente ingénuo, em raras e chocantes ocasiões terrivelmente realista, e sempre espetacular de Spielberg deixou um cunho na história do #Cinema e nas mentes de muitos. É impossível confundir o seu trabalho com o de qualquer outro realizador e muitos tentaram imitá-lo ao longo da sua carreira, o que será certamente um marco para a mesma. Afinal não é a imitação a melhor forma de elogio?

Spielberg nasceu em Cincinnati, no estado americano de Ohio, em 18 de Dezembro de 1946, filho de pais judeus ortodoxos.

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Passou muita da sua infância a fazer #Filmes caseiros com uma câmara de 8mm, sentindo-se alheado do mundo que o rodeava. Como o próprio diz, sentia-se um alienígena, incapaz de se relacionar com a maior parte das outras pessoas, apesar de ter tido alguns bons amigos que o ajudaram na altura. Estas experiências e a sua paixão por ficção-científica iriam marcar indelevelmente a carreira que viria a ter, assim como a paixão maravilhada que tinha por tudo o que descobria de novo, característica que, se não presente entre os personagens, estaria certamente inerente aos filmes em si. Aliás, uma das maiores críticas feitas ao seu trabalho é aquilo que é visto um excessivo moralismo e otimismo que, não obstante, serão também uma das razões do charme dos mesmos.

Viria a estudar na Universidade Estadual da Califórnia e depois trabalharia como estagiário na Universal Studios, onde faria o seu primeiro filme curto, "Amblin'", que lhe abriria as portas para a sua consequente longa-metragem, "Duel".

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Estes sucessos iniciais dar-lhe-iam a possibilidade de trabalhar naquele que viria a ser o primeiro blockbuster de verão, o "Tubarão", em 1975. Eventualmente, Spielberg iria estar por detrás da câmara em outros grandes sucessos, com "ET" ou "Indiana Jones" (este último ao lado do seu amigo de longa data George Lucas), sempre filmes de aventuras com elementos sobrenaturais ou de ficção-científica. Mas não ficaria por aqui.

Em 1985 surpreenderia a crítica com "A Cor Púrpura", um drama histórico aclamado pelos críticos e que abriria as portas para outros sucessos subsequentes, como "A Lista de Schindler", "O Resgate do Soldado Ryan" e "Amistad". Tal carreira tornou-o numa das pessoas mais influentes de Hollywood, permitindo-lhe trabalhar como produtor de grandes sucessos no cinema e na televisão, e ainda hoje, e apesar dos falhanços ocasionais (ninguém é perfeito), os seus projetos continuam a ser grandemente antecipados. A nível pessoal, Spielberg foi casado duas vezes, sendo a sua atual esposa Kate Capshaw, e é pai de seis crianças. #Famosos