No dia 17 de Dezembro de 1989 foi para o ar o primeiro episódio dos Simpsons. Arrancava assim uma série que satiriza como nenhuma outra o "American way of life". Vinte e cinco anos depois, convertida em todo um clássico, é um sucesso em todo o mundo. Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie estão de parabéns.

É das sociedades mais conservadoras, como acontece em grande parte do território dos Estados Unidos, que costumam sair os produtos culturais de ânimo absolutamente contrário. Não é nenhum segredo que a grande virtude da cultura norte-americana radica no espectro imensamente amplo que abarca, em que convivem todo o tipo de criações com o estilo de vida americano - American way of life - como pano de fundo.

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A par das que reproduzem esse modelo americano num tom de louvor, há aquelas que destilam uma sátira feroz e saudavelmente corrosiva. Destes últimos produtos, nenhum triunfou como os Simpsons. A série de animação cumpre esta quarta-feira 25 anos ininterruptos de emissão - é a mais duradoura da história - com um avassalador êxito a nível planetário.

Matt Groening, o seu criador, bebeu da fonte da sua formação de contracultura para retratar a vida de uma típica família de classe média num tom ácido e nada condescendente. A sua sátira sacudiu os pilares da sociedade norte-americana, como a religião, a família, a educação e o trabalho. Ao abrigo da liberdade inerente à animação, a série nunca renunciou aos seus princípios.

Os números da família mais famosa de Springfield são impressionantes: 560 episódios, 20 temporadas (a 20.ª começou a ser exibida em Setembro deste ano), um filme (lançado em 2007), 31 Emmys e mais de 500 mil milhões de dólares arrecadados.

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Várias figuras públicas tiveram aparições esporádicas na série, como foi o caso do português Cristiano Ronaldo.

Porquê amarelo?

Ao longo destas duas décadas e meia, os fãs devem ter-se questionado, inúmeras vezes, o porquê de as personagens terem a cor amarela. Recentemente, em entrevista ao portal TMZ, Matt Groening desvendou o mistério, explicando que o objectivo era fazer "algo de diferente em #Televisão". Quanto aos quatro dedos - outra das características dos "bonecos" dos Simpsons, a resposta também é simples: era mais fácil desenhar quatro dedos que cinco.

Se Homer, Marge, Bart, Lisa, Maggie e companhia estão de boa saúde e prometem manter-se nas nossas vidas por muito tempo, o mesmo, infelizmente, não se pode dizer do seu criador. Um cancro do cólon foi recentemente diagnosticado a Matt Groening, que já prometeu gastar toda a sua fortuna - cerca de 80 milhões de euros - na defesa dos direitos dos animais. #Entretenimento