A série dinamarquesa Borgen começou a ser emitida no início do ano na RTP2 e, embora inicialmente não tenha causado grande impacto, a sua qualidade e as redes sociais ajudaram a passar a mensagem e a fazer com que conquistasse um considerável número de fãs. As audiências médias do canal (abaixo dos 2%) podem não ajudar, mas Borgen merece destaque, sobretudo tendo em conta a pobreza de conteúdos dos canais abertos. A segunda temporada estreia nesta segunda-feira, dia 19, pelas 22h00.

Borgen tem como figura central Birgitte Nyborg, uma mulher que se torna Primeira-ministra da Dinamarca e revela de forma bem realista a luta pelo poder, as traições e cedências nos bastidores da política, as dificuldades para manter uma coligação (lembra-lhe alguma coisa?) e as relações, nem sempre claras, entre a política e a comunicação social.

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Mas não só. Sendo Birgitte uma mulher casada e com filhos, a série revela também as esperadas dificuldades que esta sente em conciliar uma carreira exigente com a família e o alto preço que terá de pagar pelo cargo que ocupa.

Ao longo da série vemos também como Birgitte passa de uma pessoa descontraída e ingénua, que anda de bicicleta e distribui sorrisos e simpatia, para uma mulher mais dura e cínica, capaz de fazer o que tem de ser feito, mesmo que isso lhe cause alguma dor. Como lhe diz a certa altura a personagem Bent Sejrø: "É isso que uma primeira-ministra faz".

Quem gosta de política e se interessa pelos bastidores deste mundo vai certamente ficar "viciado" nas histórias que envolvem Birgitte, a família, o "spin doctor" sem moral, uma jornalista idealista, os parceiros de coligação, a oposição e toda uma gama de personagens cujos percursos e personalidades vão sendo exploradas ao longo de cada episódio.

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Outras #Séries sobre política

"Sim, senhor Ministro" e "Sim, senhor Primeiro-Ministro" - O humor britânico aliado aos bastidores da política. Uma combinação imbatível e de grande sucesso, que deu origem a duas séries da BBC exibidas em Portugal nos anos 80. Mais uma vez se prova que a política pode mudar aqueles que desejavam mudá-la.

Os homens do Presidente - "The West Wing" (na versão original) é hoje em dia uma série de culto. O cenário é a Casa Branca, onde o presidente Bartlet (Martin Sheen) lida diariamente com a pressão de ser o homem mais poderoso do mundo. Criada por Aaron Sorkin, a premiada série tem um elenco de luxo e mostra os desafios enfrentados pelo presidente norte-americano: as dificuldades em lidar com o Congresso, com o Senado e com a Imprensa, a forma de atrair ou desviar a atenção dos media de certos assuntos, as campanhas, sondagens, eleições, atentados e questões de segurança nacional. Foram seis excelentes temporadas, que valeram prémios e elogios da crítica.

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House of Cards - Uma série transmitida na internet pode ganhar prémios? Pode, sobretudo se tiver Kevin Spacey, Robin Wright, excelentes actores secundários e uma história capaz de nos prender do primeiro ao último minuto. Francis Underwood é ambicioso e não tem escrúpulos, mas poderia sobreviver em Washington de outra forma?

Scandal - Nesta série, também passada em Washington, o presidente dos EUA é uma figura secundária. Olivia Pope, a personagem principal, é especialista no controlo de danos e na gestão de imagem e, numa cidade com tantos escândalos, trabalho não lhe falta. Tal como nas outras séries com a marca de Shonda Rhimes, aqui também há paixões arrebatadoras e proibidas e mortes violentas e inesperadas. Mas existe também muito sobre a realidade do quotidiano dos políticos. #Televisão