Anita Ekberg, a actriz sueca e ícone feminino dos anos 1950 e 60, que foi imortalizada a tomar banho na Fontana di Trevi, em "La Dolce Vita", morreu hoje, dia 11 de Janeiro, aos 83 anos. A sua advogada, Patrizia Ubaldi, confirmou que ela morreu em Roma, este domingo de manhã, na sequência de uma série de doenças.

Ekberg vivia há muito tempo em Itália, o país que lhe deu fama mundial graças ao mergulho icónico com Marcello Mastroianni. A cena em que a loira estonteante, vestida com um vestido preto, com os braços bem abertos, chama "Marcello" continua a ser uma das imagens mais famosas da história do #Cinema.

O seu corpo curvilíneo e vida social glamourosa fizeram dela uma favorita dos tablóides na década de 1950 e 1960.

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A actriz casou-se duas vezes, mas nunca teve filhos. Mesmo após tornar-se uma das mais famosas exportações da Suécia, Ekberg manteve uma relação problemática com o seu país natal. Ela nunca protagonizou um filme sueco e esteve muitas vezes em desacordo com os jornalistas suecos, que a criticaram por deixar o país e a ridicularizaram por ter adoptado um sotaque americano.

Nascida em 29 de Setembro de 1931, no sul da cidade de Malmo, Ekberg cresceu com sete irmãos. Em 1951, tornou-se Miss Suécia, competição para a qual foi convidada pessoalmente pelos organizadores quando a viram na rua. Foi para os Estados Unidos para concorrer ao título de Miss Universo. Apesar de não ter ganho, tornou-se modelo em Hollywood e mais tarde começou e fazer pequenos papéis no cinema. O seu papel em "La Dolce Vita" de Federico Fellini, onde interpretou uma estrela de cinema, atirou-a para o estrelato.

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O filme foi um sucesso colossal e veio definir os dias selvagens e despreocupados do início dos anos 1960.

Ekberg permaneceu em Itália por vários anos, aparecendo em dezenas de filmes, muitos deles também de enorme sucesso, entre os quais "Clowns" e "Intervista", também de Fellini. Em 1956 casou com o britânico Anthony Steel, mas divorciou-se quatro anos depois. Em 1963 casou novamente, desta vez com o actor Rik van Nutter, mas mais uma vez o casamento fracassou.

Em entrevista ao tablóide sueco Aftonbladet, em 2006, Ekberg disse que o seu único arrependimento na vida foi nunca ter tido filhos. "Eu teria gostado de ter um filho, de preferência um filho", disse. Na entrevista, publicada em celebração do seu 75° aniversário, Ekberg também disse que não tinha medo da morte. "Eu só estou chateada porque não vou ter a hipótese de contar aos outros sobre a morte, onde a alma vai e se existe uma vida depois", declarou. "Eu não sei se o paraíso ou o inferno existem, mas eu tenho certeza que o inferno é mais Groovy."

A advogada da actriz declarou ainda que irá ser realizada uma cerimónia nos próximos dias numa igreja luterana em Roma, e que Ekberg tinha pedido que o seu corpo fosse cremado. #Entretenimento #Famosos