O Conselho Geral Independente (CGI) já apresentou os nomes do argumentista Nuno Artur Silva e do gestor Gonçalo Reis para chefiar os destinos nos próximos anos da RTP, ao #Governo de Portugal. Nuno Artur Silva é o fundador das Produções Fictícias, tendo o seu nome sido apontado num passado recente para o cargo de director do primeiro canal estatal português. Sendo pelo CGI para o pelouro dos conteúdos dos canais. Por sua vez, Gonçalo Reis é um ex-deputado do PSD e já passou pela administração do canal, ainda no tempo em que a RTP era chefiada por Almerindo Marques, entre 2002 e 2007, ano em que transitou para idênticas funções nas Estradas de Portugal (EP).

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Gonçalo Reis, de 45 anos, pode então suceder na presidência do conselho de administração da #Televisão pública a Alberto da Ponte. Porém ainda falta decidir o nome do terceiro elemento para a nova administração da RTP, e que terá o pelouro financeiro a seu cargo. "No que diz respeito ao vogal do conselho de administração responsável pela área financeira, este ficará conhecido publicamente depois de um parecer, prévio e vinculativo, do membro do Governo responsável pela área das Finanças", esclareceu o CGI num longo comunicado difundido ao final da presente tarde nas várias redacções jornalísticas. Este cargo será provavelmente o mais importante do ponto de vista do Conselho Geral, visto que este órgão independente tem o objectivo de definir quais serão as próximas rédeas a tomar na empresa para o cumprimento das obrigações de serviço público.

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Será de lembrar que o mês de Dezembro ficou marcado pelo chumbo do CGI sobre o plano estratégico elaborado pela equipa de administração chefiada por Alberto da Ponte. O chumbo foi justificado por não ter sido informado antecipadamente da aquisição dos direitos de transmissão dos jogos da Liga de Campeões, acrescentando que esta medida violou a lealdade acordada entre os dois órgãos. A destituição foi a medida a seguir, retirada logo no imediato a confiança dada pelo Governo, com o acréscimo das críticas provindas do ministro da presidência, Marques Guedes e do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas. "Tenho muita dificuldade em compreender como é que uma empresa pública, que está a realizar uma reestruturação e é financiada pelos contribuintes, decide de uma vez gastar recursos num mercado que em condições normais pode ser assegurado na mesma medida, pelo sector privado", afirmou Paulo Portas.

A comissão de trabalhadores já veio a público elogiar a escolha de Nuno Artur Silva. "Já tardava ter na administração da RTP pessoas com conhecimento e peso na actividade televisiva em Portugal", analisou Camilo Azevedo que ainda acrescentou que este tipo de escolha é positiva e praticamente inédita.

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Já sobre Gonçalo Reis, o representante da comissão foi parco em palavras referindo que nunca "tivemos muito contacto com ele". "Espero para o bem do país, da própria RTP e seus trabalhadores que se acabe com o desmantelamento desumano do serviço público de televisão feito pela administração que está agora de saída", concluiu Camilo Azevedo.