Os produtores gritam e agarram pessoas pelo braço para as tirar do caminho. Os repórteres procuram espaço para fazerem directos em alemão, francês, espanhol e italiano. Vêem-se vestidos de gala de todas as cores, sapatos com brilhantes e penteados elegantes. Mas ainda estamos a 24 horas da cerimónia dos Óscares, a 87.ª da sua história: esta é a azáfama dos dias que antecedem a grande noite de Passadeira Vermelha.

"O que é que você está a fazer? Mas vai entrar pelo palco dentro?!", grita-me um produtor, enquanto me arrasta para o lado esquerdo e abana a cabeça, vociferando. Sábado, o dia anterior à cerimónia dos Óscares, significa níveis de stress a bater no máximo.

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Ao contrário de quarta-feira, quando assisti à montagem da carpete vermelha e das estruturas de apoio, toda a zona da Passadeira está um caos. O plástico que cobriu a carpete durante os últimos dias também já foi retirado.

A chuva ameaça cair na grande noite e por isso toda a área foi coberta por um tecto de plástico, que vai permitir às celebridades do #Cinema entrarem no Dolby Theater com os seus fabulosos vestidos e penteados. É o momento mais alto de Hollywood, e depois de um mês de temperaturas amenas e muito sol, ninguém previa uma noite de chuva para 22 de Fevereiro.

Na área da Passadeira Vermelha só entra quem tem acreditação da organização dos Óscares, e mesmo assim tem de andar com o crachá de identificação virado ao contrário - por causa de um famoso incidente, em 2008, em que uma pessoa forjou o crachá e entrou sem autorização (fez um documentário sobre isso).

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Há muitos repórteres televisivos e principalmente muitas equipas de imagem e som; o arsenal multimédia é deveras impressionante.

No ano passado, foram batidos os recordes de visualização da cerimónia, uma transmissão vista por 43,7 milhões de pessoas. O pormenor interessante é este: apesar de ter um terço do alcance da final da Super Bowl (o expoente máximo do desporto norte-americano teve 114,4 milhões de telespectadores este ano), a cerimónia dos Óscares cobra um premium maior pelo intervalo comercial. Segundo a Forbes, o canal ABC vai cobrar 1,95 milhões de dólares por anúncios de 30 segundos.

"É a noite mais importante para Hollywood", disse-me Anthony Ramos, um especialista em moda e apresentador do programa Access Hollywood. Prevê uma noite de 'looks' clássicos e ele próprio, que tem um estilo irreverente, escolheu um fato preto Hugo Boss que não fará grandes ondas.

Quem quiser acompanhar os bastidores da cerimónia em directo tem este ano uma borla do canal ABC, que fez uma parceria com o Facebook, e vai iniciar a transmissão às 16h00 locais (meia-noite em Portugal), através da sua página na rede social. #Famosos