Era suposto ser uma piada, mas pelos vistos é demasiado cedo para fazer humor sobre o Estado Islâmico. Tudo aconteceu no programa Saturday Night Live, numa paródia onde se gozava com o anúncio da Toyota que passou no intervalo do Super Bowl. Dakota Johnson estava no papel de filha que se despede do pai para se juntar ao Estado Islâmico. No Estado Unidos encararam a brincadeira como uma piada de mau gosto, e a actriz foi duramente criticada.

Pela primeira vez, a actriz de 50 Sombras de Grey, Dakota Johnson, esteve à frente do programa Saturday Night Live, no último sábado. O momento crítico do programa aconteceu quando a actriz, de 25 anos, protagonizou um sketch que pretendia parodiar com o recente anúncio publicitário da Toyota.

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No anúncio original, o pai acompanha o crescimento da filha, até esta abandonar a sua casa para se alistar no exército. Trata-se aqui de uma mensagem completamente patriótica.

A paródia exibida no Saturday Night Live faz exactamente o oposto. Quando a filha, Dakota Johnson, sai do carro e o pai lhe pede para ter cuidado, ela tranquiliza dizendo que é apenas o Estado Islâmico. A jovem dirige-se então para a carrinha onde estão os terroristas, a quem o pai - interpretado por Taran Killam - pede para cuidarem bem da filha, ao que um dos terroristas apenas responde "Morte à América".

Nas redes sociais as opiniões dividem-se, mas tendem bastante mais para a crítica. Muitos humoristas vieram defender o sketch, porém a maioria das pessoas afirma que foram longe de mais. No Twitter é possível ler as opiniões de várias pessoas que consideram que é demasiado cedo para brincar com esse assunto, que é demasiado sério para ser tratado com humor e que não faz sentido brincar com o inimigo.

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A polémica foi tão longe que grande parte dos jornais e televisões dedicaram grande espaço para analisar a paródia.

O sketch humorístico representa uma realidade bastante preocupante que assombra países um pouco por todo o Mundo. Todos os dias são noticiados casos de pessoas que abandonaram os seus países para se juntarem ao autoproclamado Estado Islâmico. Esta situação preocupa as autoridades que veem o grupo radical extremista a tornar-se cada vez maior. #Famosos #Terrorismo