Perdeu-se hoje um dos mais adorados e populares autores de fantasia da segunda metade do Século XX. Sir Terry Pratchett assinou mais de 70 obras durante a sua vida, uma prolificidade extraordinária para qualquer autor, e tornou-se popular pelo seu ácido sentido de humor e peculiar imaginação. "Discworld" será, talvez, a mais conhecida das suas #Séries, passando-se num mundo que existe no dorso de uma colossal tartaruga e que parodia muitos dos conceitos e clichés gerais da fantasia, ao mesmo tempo que cria uma narrativa épica por direito próprio. Foi um universo que gerou milhões de seguidores leais, que hoje choram a perda de uma das mentes mais peculiares da cultura literária britânica.

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Pratchett nasceu a 28 de Abril de 1948, em Beaconsfield, na Inglaterra. Ávido consumidor de ficção-científica e apaixonado pela astronomia na sua juventude, iniciou uma carreira no jornalismo, antes de finalmente publicar a sua primeira novela em 1971, intitulada "The Carpet People". Apesar do limitado sucesso, obteve uma receção forte, incentivando-o a prosseguir na escrita. Foi em 1983 que iniciou a série "Discworld", com "A Cor da Magia", que se tornou num imenso sucesso.

Entretanto casara com Lyn Purves, a sua única esposa, em 1968, tendo Rhianna Pratchett (que viria também ela a tornar-se escritora) nascido desse relacionamento em 1976. O seu sucesso e influência junto dos mais novos levou a que a casa Real do Reino Unido lhe oferecesse a título de "Sir" em 2009, uma oferta que, segundo o próprio, o deixou extremamente satisfeito.

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Nas suas palavras "Não se pode pedir a um autor de fantasia para não aceitar um título de Cavaleiro."

No entanto a saúde do autor sofreria após a viragem do século. Em 2007 sofreu um acidente vascular cerebral, e mais tarde no mesmo ano foi-lhe diagnosticada a Doença de Alzheimer. O facto levou-o a suportar as campanhas para o apoio e a prevenção da doença, incluindo através de doações ao Fundo de Investigação da Alzheimer, e participação em programas de televisão com vista a esclarecer o público para esta condição médica. Apesar da degradação do estado de saúde, o autor não se coibiu de escrever, tendo terminado a sua derradeira novela no verão do ano passado.

Pratchett também se tornou num apoiante do suicídio medicamente assistido, para casos de extremo sofrimento. Apesar de tal facto ter levantado os piores receios junto do público, os seus editores sugeriram que ele não teria acabado com a sua própria vida. Tendo agora morrido aos 66 anos, Sir Terry Pratchett deixa para trás de si um longo legado, e obras que certamente serão lidas por muitos e longos anos. A mensagem de despedida colocada no Twitter, foi escrita totalmente em maiúsculas, como sucedia com as linhas de diálogo da personagem Morte nos seus livros, e dizia: "FINALMENTE, SENHOR TERRY, CAMINHAREMOS JUNTOS". #Famosos