Sem medo do que os outros pensam, José Freitas (administrador da página) ganhou uma grande legião de fãs que não pára de crescer. Falou-se de tudo um pouco (da Carolina Torres também) até se esgotar a sua momentânea e curta boa disposição.

1. Comecemos pela pergunta que muitos dos teus seguidores certamente se questionam: qual o motivo de seres tão maldisposto?

R: Já nasci assim. Podia nascer com muita boa disposição, mas não. Podia ser pior. Que se lixe.

2. Recentemente expressaste a tua opinião, num texto publicado no Diário de Notícias, sobre a qualidade (ou falta dela) dos quatro canais generalistas portugueses. O que mudavas, então?

R: Muita coisa, mas primeiramente tinha de ser contratado.

Publicidade
Publicidade

Imagina agora eu sacar aqui um monte de ideias brilhantes, e alguém lá do sítio ler e implementar. Hoje em dia todas as boas ideias são bem pagas. Bom, mas respondendo de certo modo à tua pergunta: eu acho que alterava o modo como a programação está a ser feita e principalmente o público-alvo. Os directores das estações não podem continuar a apostar no público envelhecido, caso contrário a televisão daqui a 10 anos estará morta. Hoje em dia, a internet já faz questão de retirar imensa audiência, então se o foco continua a ser o público idoso, pior ainda. Acho que é preciso queimar algum dinheiro e investir numa programação diferente e principalmente focada no público jovem.

3. Das duas, uma: preferias ser refém do Estado Islâmico ou seres apresentador de um programa que faz uso recorrente (e irritantemente) dos números telefónicos começados por 760?

R: Preferia mil vezes ser refém do Estado Islâmico.

Publicidade

Isso é pergunta que se faça? Os apresentadores hoje em dia não têm dignidade, parecem autênticos carneirinhos bem-mandados. Enfim, no fundo eles também são os responsáveis por esse cancro se ter instalado no formato televisivo.

4. Há uns tempos, tiveste uma pequena altercação com a Carolina Torres, em que te viste numa situação algo constrangedora com os fãs da ex (actual?) apresentadora do Curto Circuito. Com certeza, não foi um caso isolado. Como lidas, então, com os ditos haters?

R: Os haters são interessantes. A maioria não sabe ser hater de forma saudável e, por isso, consigo ganhar à maioria, porque partem quase sempre para o insulto. E eu não tenho nada contra a Carolina Torres.

5. És conhecido por comentários sem 'papas na língua' e sem olhares para as consequências dos mesmos. Consideras o Facebook (e o teu blogue) a plataforma ideal para te expressares (como tu tão bem gostas) ou ainda sentes alguma censura, por assim dizer?

R: O Facebook é um excelente espaço para as pessoas opinarem.

Publicidade

Claro que, quando estás a remar contra a maré, há sempre quem fique chateado e resolve responder "está calado". É-me indiferente. Felizmente, vivo num país democrático e não na Coreia do Norte, como a maioria pensa.

6. Diz-nos: o que dizem os teus olhos?

R: Dizem que está tudo bem por estas bandas. Hoje fui poucas vezes insultado.

7. Como começou a tua página? Qual era o teu principal objectivo com a criação da mesma? Alguma vez pensaste que ia ter tanto impacto?

R: Antes de a página existir eu já costumava mandar as minhas observações no meu perfil de Facebook. Contudo com o tempo comecei a sentir a necessidade de ter um espaço próprio para fazê-lo, porque achei que poderia ter uma boa adesão. Até que um dia alguém muito próximo disse-me: "Porque não crias uma página? Porque não começas a partilhar num sítio só teu, e, quem sabe, poder partilhar noutros espaços para conseguir uma maior visibilidade?". E assim foi.

8. Que páginas de Facebook merecem a tua carta de recomendação?

R: Sinceramente? Não me apetece referir nenhuma. Há muita hipocrisia entre os administradores das páginas do Facebook. Sinto isso todos os dias no teclado, quando, por vezes, comento em algumas delas. Parece que estou a entrar num território inimigo. Parece que estou a roubar o negócio a alguém. Enfim. Salvam-se algumas e pouco mais.

9. Gostarias de deixar uma mensagem à nação portuguesa?

R: Nem por isso. Tenho coisas mais interessantes para fazer. #Entretenimento