Dando continuidade ao espaço que aqui tenho vindo a desenvolver de entrevistas a algumas personalidades deste nosso Portugal, decidi mudar e falar de outra coisa. Este blogger é apenas desconhecido para quem anda desatento. Com quase 200 mil seguidores (vá se lá perceber como e porquê), Guilherme conseguiu arranjar uma sólida base de fiéis apoiantes das suas parvoíces. Muitos dos seus trabalhos são conhecidos e divulgados por muito boa gente.

1. As eleições legislativas estão aí a bater à porta. Sendo esse um dia deveras importante para o país, o que achas que o facto de haver jogos de futebol nesse mesmo dia diz sobre Portugal enquanto nação?

R: Acho que faz todo o sentido.

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Elege-se quem nos vai roubar e depois vê-se o jogo. Quem é do Sporting nem nota a diferença.

2. Muito sinteticamente diz-nos os assuntos da atualidade que mais te têm irritado e o porquê?

R: As sondagens, os refugiados e as notícias sobre as Kardashians. Uma coisa é vermos fotos do Passos Coelho, do Costa e de bebés mortos na praia. Outra é termos de levar com selfies com duckface da Kim. Há limites.

3. Falemos agora de outra coisa: da tua naturalidade. Toda a gente sabe que nasceste e foste criado na Buraca. Explica-nos como escapaste de uma carreira musical?

R: Gostava de ter jogo de ancas para Kizomba e Kududro mas não tenho. Já tentei bêbedo e só dou graças de não haver smartphones naquela altura.

4. O que achas que eras capaz de acrescentar aos teus conterrâneos dos Buraka Som Sistema?

R: Os gajos não são da Buraca.

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Usaram o nome por motivos de marketing, como eles próprios já disseram. Foi a única vez que usar Buraka no nome pode ter ajudado em termos de marketing. Por isso, se eu me juntasse a eles ajudava a dar credibilidade ao nome.

5. És cinturão branco de Jiu-jitsu e não escondes isso (como se fosse motivo de orgulho). Em que situações já empregaste conhecimentos adquiridos?

R: Tenho cinturão branco mas com quatro níveis! Não andasse eu a faltar aos treinos há 3 anos e já era roxo, embora seja uma cor pouco credível para defesa pessoal. Já usei algumas vezes em situações de stress, mas uso mais regularmente na cama. Faço uns estrangulamentos e umas chaves de virilha daqui (fazer gesto a agarrar o lóbulo da orelha).

6. Ambicionas chegar à capa da “revista” ‘Cristina’?

R: Se o Ricardo Araújo Pereira foi capa da primeira edição, claro que não era mau. Não ambiciono e nunca vai acontecer, mas não era mau. Não podia era despir-me porque iam ter de alterar o formato da revista para A2.

7. É certo e sabido que as pessoas que dão os melhores conselhos são muitas vezes as que mais precisam deles. Dito isto, como surgiu a rubrica do Dr. G?

R: Não me lembro bem, sei que pensei que ia fazer uma ou outra edição com perguntas inventadas por mim, mas a adesão foi brutal.

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Tenho dezenas de dúvidas em espera e acho que há muito boa gente a pensar que aquilo é feito por alguém com diploma na área. Há quem me escreva a dizer que terminou relações depois dos meus conselhos. Palermas.

8. Costumo perguntar nas minhas entrevistas quem são as personalidades que inspiraram os entrevistados. Mas, agora, pergunto-te se achas que já influenciaste alguém a seguir os teus passos?

R: Os meus passos ainda não foram a lugar algum, por isso se alguém me anda a seguir não vai muito longe. Mas sim, já recebi algumas mensagens de pessoas a dizerem que criaram blogues de humor por minha causa. Provavelmente era treta só para ver se eu partilhava o deles.

9. Tens alguns novos projetos na calha?

R: Vai sair um livro, talvez próximo mês, mais coisa menos coisa. Vai haver (em princípio) um programa de sketchs mas não posso falar muito sobre isso porque não me apetece.

10. Para finalizar, gostarias de deixar uma mensagem à nação portuguesa?

R: Riam mais e deixem-se de merdas. #Entretenimento