Esta semana foi recheada de drama em Hollywood. Pelo segundo ano consecutivo, os vinte nomeados nas categorias associadas aos melhores atores são o centro das atenções pela falta de diversidade dos competidores.

Tudo começou quando, no passado dia 14 de janeiro, se ficou a conhecer a lista dos nomeados aos Prémios da Academia. A falta de atores que não são caucasianos foi motivo de revolta. No Twitter foi exposta a angústia de milhares de utilizadores com o tópico #OscarsSoWhite a destacar-se na rede social e este foi depois apoiado por figuras públicas como o realizador Spike Lee e a atriz Jada Pinkett Smith.

Segue-se a ordem dos acontecimentos perante esta contestação, que já foi defendida por membros da Academia:

16 de janeiro

Jada Pinkett Smith chega-se à frente, comentando no Twitter:

Jada é esposa de Will Smith, que foi descartado pelas nomeações a melhor ator nos Óscares deste ano após uma nomeação nos Globos de Ouro pelo filme “A Força da Verdade”.

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18 de janeiro

Em dia de celebração do aniversário de Martin Luther King Jr, Spike Lee e Jada Pinkett Smith anunciaram que não vão à cerimónia do próximo dia 28 de fevereiro.

Numa mensagem de vídeo publicada no Facebook, a atriz oficializou o boicote.

No mesmo dia, Spike Lee (que venceu um Óscar honorário de carreira em novembro passado) expressou o porquê de não ir à gala.

O ator britânico Idris Elba, aclamado pela crítica pelo seu papel no drama “Beasts of No Nation”, que também não recebeu qualquer nomeação, falou diretamente ao Parlamento sobre os obstáculos que os atores de cor enfrentam diariamente. 

19 de janeiro

A Presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Cheryl Boone Isaacs, fez uma declaração oficial sobre a falta de diversidade dos nomeados deste ano.

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A mesma sublinha o seu descontentamento com a falta de inclusão e a necessidade de realizar alterações no recrutamento de novos membros da Academia.

George Clooney falou nesse dia à revista Variety, ripostando que o problema não é tanto quem é nomeado, mas sim quantas oportunidades são disponibilizadas às minorias na indústria cinematográfica em filmes de qualidade.

20 janeiro

Foi anunciado que haverá uma reunião do Conselho da Academia, que irá anunciar prontamente medidas para diversificar as nomeações dos Óscares. Uma das alterações mais prováveis será o retorno ao número fixo de 10 concorrentes a Melhor Filme, substituindo o atual modelo que permite que sejam nomeados entre 5 e 10 filmes. Para serem selecionados, têm de ser a escolha principal de 5% dos membros da Academia. Uma outra opção seria alargar as categorias direcionadas aos atores, passando para 8 ou até 10 nomeações em cada.

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Em 2013 o jornal californiano “LA Times” reportou que 93% do grupo de mais de 6.000 membros era caucasiano e a sua idade média era de 63 anos.

O comediante Chris Rock, definido apresentador da cerimónia, continua a manter-se fora da discussão e garante que irá fazer o seu trabalho, o que certamente não o impedirá de refletir duramente sobre a controvérsia.

Para além da nomeação esperada de Idris Elba, também outras ficaram pelo caminho. Distinguem-se, para além deste, a atuação do porto-riquenho Benicio del Toro em “Sicario - Infiltrado”, o filme biográfico “Straight Outta Compton” (o mais rentável filme de sempre realizado por um negro) e “Creed: O Legado de Rocky”, o mais recente sucessor da saga. Destaca-se que o último leva uma só nomeação para os Óscares – a de Sylvester Stallone para Melhor Ator Secundário. #Entretenimento #Famosos #Cinema