Diz-se que "a conta dos mortos, quem faz são os vivos". E estas contas são muito simples: de acordo com a revista #forbes, #Michael Jackson teve uma receita de 747,5 milhões de euros no último ano. Esta é, aliás, a sexta vez consecutiva que o cantor norte-americano é eleito o rei dos mortos, ultrapassando, de longe, os lucros de qualquer outra figura. Em segundo lugar na lista das celebridades mais ricas e já falecidas, a 700 milhões de euros de distância, está o ilustrador Charles Schulz.

Quando Michael Jackson morreu em 2009, muitos consideravam que o seu império ia acabar em ruínas, graças às dívidas que tinha acumulado nos últimos anos.

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Mas parece que ele era um bom investidor. Além da sua própria música, adquiriu por 43 milhões de euros, em 1985, um catálogo da Sony/ATV que incluía canções dos Beatles. Acusaram-no de ser extravagante e irresponsável, mas foi o melhor negócio que fez na vida (e o próprio Paul McCartney não ficou, à época, inteiramente satisfeito, pois ele próprio pretendeu fazer esse negócio, recuperando a posse da sua música, mas foi ultrapassado por Jackson). Dez anos mais tarde, a venda de metade desse catálogo rendeu-lhe 104 milhões de euros. 

A macabra lista anual da Forbes, publicada todos os anos às vésperas do Dia das Bruxas, conta ainda com Elvis Presley, em quarto lugar, que gerou receitas de 24,4 milhões de euros num ano; e Prince, que morreu inesperadamente em Abril, em quinto. Só no ano passado, o cantor, músico e compositor vendeu 2,5 milhões de discos e teve uma receita de 22,6 milhões de euros.

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No terceiro lugar ficou o golfista Arnold Palmer, falecido no passado mês de setembro, com uma receita próxima dos 36 milhões de euros.

David Bowie também tem um lugar no ranking: os seus lucros de 9,5 milhões de euros colocam-no na posição número 11. O artista morreu em Janeiro com cancro, dois dias depois de pôr à venda o seu último álbum, Blackstar.

Mas nem só de música vive esta lista de mortos valiosos. As aventuras de Charlie Brown, Snoopy e dos restantes Peanuts colocaram Charles Schulz em segundo lugar dos mortos mais "rentáveis" do ano. O cartoonista morreu em 2000, um dia antes da publicação da sua última tira original. A sua fortuna está viva e de boa saúde: no ano passado, lucrou 43,4 milhões de euros, muito graças ao filme Snoopy e Charlie Brown - Peanuts.