É já no próximo dia 31 de Janeiro que a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) irá organizar a terceira reunião dedicada à Doença Óssea Metabólica na Insuficiência Renal Crónica. O encontro realiza-se no Hotel Curia Palace, em Aveiro, e contará com a presença de um vasto leque de especialistas portugueses.

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Serão discutidas as mais recentes inovações e problemas ligados aos distúrbios minerais ósseos em doentes com insuficiência renal crónica através de debates e partilhas de conhecimentos ao nível da investigação clínica. De acordo com o Presidente da SPN, Fernando Nolasco, a doença renal crónica provoca mudanças no metabolismo ósseo que evoluem com o declínio da função renal. Daí que este encontro se apresente como fundamental para levantar questões prementes e de interesse para a Nefrologia, antevendo desafios futuros e sugerindo as melhores opções para que os profissionais possam responder da forma mais adequada possível aos doentes.

Desenvolvimento da doença é,geralmente,silencioso
Desenvolvimento da doença é,geralmente,silencioso

No nosso país, de acordo com algumas estimativas recentes, calcula-se que cerca de 800 mil pessoas sofram de doença renal crónica, sendo que o desenvolvimento desta doença é, na generalidade dos casos, muito silencioso e, como tal, o paciente recorre ao seu médico tardiamente, muitas vezes sem qualquer expectativa de recuperação. Anualmente surgem mais de dois mil novos doentes com falência renal, estimando-se que cerca de 16 mil doentes estejam em tratamento substitutivo da função renal.

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Deste número, calcula-se que 2/3 estejam em diálise e 1/3 tenha já sido transplantado. Para completar este quadro, estima-se que sensivelmente dois mil doentes estejam ainda à espera de um transplante renal.

Como tantas outras doenças, a prevenção da doença renal crónica está associada, sobretudo, à informação e à educação da população em geral. Assim, neste trabalho de prevenção, muitas vezes bastam análises rotineiras à urina e ao sangue e idas contínuas ao médico para estar mais alerta e evitar que desenvolva no futuro problemas sérios de saúde.

Educar os portugueses para a diminuição da ingestão de sal, para o consumo adequado de água ao longo do dia e para a prática regular de exercício físico são também passos importantes na prevenção de uma doença renal. Tal como procuram saber como funciona o coração, as pessoas devem estar atentas à saúde dos seus rins e ter consciência de que a doença renal existe e pode afectar demasiado a qualidade de vida do paciente.

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