A situação surge como uma forma de "solidariedade" e vai custar 480 mil euros em 10 anos à Câmara de Barcelos. Esta foi a forma encontrada pela edilidade e revelada, esta sexta-feira, à Blasting News por Miguel Costa Gomes, edil de Barcelos, para dar solução ao quartel dos Bombeiros de Barcelinhos.

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"Vamos pagar quatro mil euros mês àquela Associação Humanitária, que, em setembro, e como é sabido, vai ter novo quartel", frisa Miguel Costa Gomes.

Desta forma, e tendo em conta as caraterísticas do edifício, a câmara barcelense vai instalar no quartel o arquivo da autarquia. "A proposta foi no sentido de dar utilidade àquele edifício para serviços do município. Desta forma, e tendo em conta que o nosso arquivo está a monte na cidade de Barcelos, é por lá o arquivo municipal.

Câmara quer alugar instalações do quartel.
Câmara quer alugar instalações do quartel.

Ainda não está decidido, mas é bem provável que aconteça. Agora, o edifício é grande e temos que ver outras soluções", esclarece o presidente da Câmara de Barcelos.

Sem possibilidades de dar um subsídio à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, pois o valor não era viável, surgiu a solução de arrendar por quatro mil euros por mês ao longo de dez anos. "Esta também é uma solução de solidariedade", revela o presidente, que agora aguarda resposta dos bombeiros. Caso seja aceite, a câmara toma posse do edifício em outubro para arrancar com obras de adaptação do quartel.

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"Se surgir uma entidade privada que queira o quartel, nós saímos"

No entanto, Miguel Costa Gomes faz questão de frisar que "gostava de ali ver um hotel para a cidade". "Eu tentei falar com alguns privados no sentido de suscitar interesse pela aquisição ou aluguer do quartel. Está bem localizado, mesmo junto à ponte medieval. Mas não houve, até ao momento, interessados", refere o edil, que faz questão de dizer que "caso surja alguém interessado no edifício que a câmara sai".

"Se vier um privado que queira as instalações o município sai e será ressarcido. A ideia é que aquele edifício não fique ali abandonado e que tenha uma utilidade", destaca Miguel Costa Gomes.

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