Um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, está entre os nove suspeitos por furto em residências e automóveis ocorridos na região Norte do país. O grupo, oito homens e uma mulher, com idades entre os 27 e os 48 anos, foi detido no decorrer de uma operação levada a efeito pela Guarda Nacional Republicana (GNR) no âmbito de uma investigação a cargo do Núcleo de Investigação Criminal de Braga. A acção consistiu no cumprimento de 22 mandados de buscas domiciliárias e 15 não domiciliários, como a automóveis e uma embarcação náutica.

Em comunicado, a GNR esclarece que em causa estarão diversos furtos efectuados em residências e veículos, em vários concelhos da região Norte do país, como Braga, Porto e Viana do Castelo.

No âmbito da referida operação, foram apreendidos 14 veículos automóveis, oito motociclistas, seis bicicletas, cerca de 300 mil euros em dinheiro, jóias e relógios, alguns deles em ouro, duas armas de fogo, bem como outros objectos, tais como telemóveis, computadores, televisores, electrodomésticos, e quadros de arte entre outros.

A referida operação, realizada no passado domingo, 1 de Julho, envolveu 175 operacionais da Guarda Nacional Republicana, da Polícia Judiciária, da Polícia de Segurança Pública, do Grupo de Intervenção de Operações Especiais e do Destacamento de Intervenção do Porto. No mesmo comunicado, a GNR está convicta que os suspeitos, em especial o agente da PSP, procediam à vigilância dos seus alvos, apurando elementos informativos sobre os respectivos hábitos diários, para que, posteriormente, pudessem concretizar os seus intentos.

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Segundo uma testemunha citada pela agência noticiosa Lusa, um dos furtos efectuados pelo alegado grupo criminoso, ocorreu no passado mês de Abril na residência de um conhecido cantor popular, no concelho de Arcos de Valdevez. De quem o agente da Polícia de Segurança Pública, agora detido, era amigo, ter tocado na banda do referido cantor. Aliás, os indícios é que caberia ao detido escolher os alvos para que depois os outros elementos do grupo pudessem realizar os furtos. Todos os suspeitos estão a ser ouvidos por um juiz de instrução criminal do Tribunal de Braga, o qual deverá determinar as respectivas medidas de coacção. Um processo que deverá ser demorado, tendo em conta a complexidade e a extensão do referido processo. Entretanto, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR prossegue com as diligências.