A técnica consiste em reanimar artificialmente o coração através da injeção de drogas. Logo depois o corpo é atirado para uma cama de gelo a fim de ser congelado, a temperaturas muito baixas, de preferência, quando o nitrogénio líquido entra em estado sólido (-150 graus celsius). Este ramo da física e química é sobretudo usado para o congelamento de óvulos, mas já está a ser testado em seres humanos.

Ao todo, são 100 os mortos que estão congelados na unidade do Arizona, nos Estados Unidos da América (EUA).

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A mais recente 'cobaia' é uma menina de dois anos, que perdeu a luta contra o cancro. Os pais acreditam que podem dar uma segunda vida à filha e pagaram 670 mil dólares (mais de meio milhão de euros) para criopreservar o corpo.

O casal de médicos valeu-se das estatísticas dos óvulos fecundados que são congelados para acreditar que a técnica pode ser a salvação da filha.

Há muito que a medicina permite aos casais escolherem a altura ideal para serem pais, sem passarem pelo processo de fecundação. Em laboratório, junta-se o óvulo ao espermatozóide e, caso haja fecundação, o óvulo é congelado. Mais de 60% dos casos de descongelação dão certo e as mulheres prosseguem uma gravidez normal. A única contrapartida são as partículas de gelo que se podem acumular em demasia e danificar o tecido celular. Por isso, quanto mais pequeno for o 'objecto' a congelar, mais hipóteses tem de vingar.

Muitos cientistas põem em questão a aplicação deste método a seres humanos já desenvolvidos, porque toda a componente celular fica afectada com o congelamento e é difícil reverter esse quadro.

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Por mais produtos protectores que se apliquem, a probabilidade de sucesso diminui quanto mais desenvolvida for a pessoa. A complexidade celular de cada um pode trair o sonho de muitas famílias que pagam fortunas para reaver os entes queridos.

A única vantagem, para quem a considerar como tal, é que o corpo não apodrece e fica mergulhado num gelo quase transparente que, em caso de saudade extrema, ajuda a amenizar a dor de uma perda.